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Novo método de mindfulness reduz ansiedade e melhora o sono em adultos


Um estudo recente coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais revelou que um programa de mindfulness de oito semanas reduziu significativamente os níveis de ansiedade e melhorou a qualidade do sono em adultos entre 25 e 50 anos. Os participantes, que sofriam de insônia leve a moderada ou ansiedade contínua, passaram por sessões semanais guiadas e práticas diárias de 15 minutos em casa – ao término, 68 % relatou queda nos sintomas de ansiedade e 54 % relatou aumento da duração do sono. O resultado traz evidências robustas para terapias não-medicamentais e abre novas perspectivas para clínicas e profissionais de saúde.


Além disso, a pesquisa apontou que o impacto positivo se manteve em acompanhamento de três meses, sugerindo efeitos duradouros quando a prática é mantida. Os efeitos foram mais fortes em mulheres e pessoas com alta exposição a estresse no trabalho, o que leva os autores a recomendar a adoção de programas de atenção plena em ambientes corporativos. A psicóloga responsável enfatizou que a técnica desenvolve a atenção plena no momento presente, reduzindo ruminação e melhorando a regulação emocional.


Especialistas em saúde mental destacam que a crise global de bem-estar, ampliada pela pandemia, tem aumentado a busca por soluções baseadas em estilo de vida. “A meditação guiada, quando usada consistentemente, traz benefícios reais e mensuráveis”, afirmou a Dra. Helena Moraes, psiquiatra do Hospital São Lucas. Segundo ela, a química cerebral muda com a prática, diminuindo atividade amigdalar e elevando o funcionamento frontal, favorecendo calma e foco.


No entanto, os pesquisadores alertam que o mindfulness não substitui tratamento médico em casos graves de ansiedade ou insônia. É uma ferramenta adicional, que deve ser integrativa ao acompanhamento profissional. O estudo também apontou que sessões muito longas ou mal orientadas podem gerar frustração ou abandono precoce, o que compromete os resultados. Por isso, é aconselhável buscar profissionais certificados ou apps com comprovação científica.


Para implementar o método, os autores sugerem ajustes no ambiente pessoal: escolher local silencioso, usar aplicativos de apoio, manter frequência mínima de cinco dias por semana e registrar evolução. Empresas interessadas em saúde ocupacional também podem investir em pacotes personalizados para colaboradores. Esse caminho une prevenção, qualidade de vida e redução de custos em saúde.


Em resumo, o estudo reforça que bem-estar físico e mental caminham juntos e que práticas simples, acessíveis e consistentes como o mindfulness podem transformar a rotina de adultos urbanos. A mensagem central é: não basta “tratar” doenças é preciso cultivar saúde.

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