Saúde mental infantil: especialista aponta importância do tema entrar na rotina escolar
- edufribeiro07
- 17 de out. de 2025
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O Mês das Crianças é tradicionalmente uma data voltada à celebração e ao lazer. No entanto, o momento também pode ser um convite para uma reflexão mais profunda: como anda a saúde mental das crianças brasileiras? Em um cenário em que sintomas de ansiedade, dificuldades de atenção e distúrbios de comportamento surgem cada vez mais cedo, especialistas alertam que o cuidado emocional deve fazer parte da rotina escolar e familiar desde os primeiros anos de vida.
De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) afeta cerca de 5% das crianças em idade escolar no Brasil o que representa mais de 2 milhões de meninos e meninas. O número de diagnósticos vem crescendo, impulsionado pela ampliação do acesso a profissionais de saúde e pelo aumento da conscientização sobre o tema. Ainda assim, a falta de acompanhamento especializado e o estigma em torno dos transtornos de aprendizagem e comportamento seguem como desafios.
Para Monique Gonçalves, psicopedagoga, que há quase 60 anos atua na produção de instrumentos de avaliação psicológica e educacional, o olhar atento de pais e professores é o primeiro passo para promover o desenvolvimento integral. “Cuidar da saúde mental infantil é um investimento no futuro. O ambiente escolar precisa ser um espaço de acolhimento, onde o comportamento da criança é compreendido como uma forma de expressão e não apenas como indisciplina”, destaca.
A empresa, que integra o grupo Giunti Psychometrics, oferece soluções que auxiliam profissionais da psicologia e da educação a identificar precocemente dificuldades emocionais, cognitivas e comportamentais. Entre os recursos estão testes específicos voltados ao público infantil e materiais de apoio para orientar intervenções em sala de aula e no ambiente familiar.
Mais do que identificar diagnósticos, a proposta é contribuir para uma cultura de cuidado e escuta. “O diálogo entre escola, família e profissionais de saúde é essencial. Crianças emocionalmente saudáveis aprendem melhor, se relacionam com mais empatia e constroem bases sólidas para o futuro”, reforça Monique.
Neste mês das crianças, a mensagem vai além dos brinquedos e presentes: é tempo de garantir que cada criança tenha espaço para ser ouvida, compreendida e acolhida dentro e fora da sala de aula.





