Maternidade e Cura: Bianca Reis explora a jornada da criança interior nas mães
- 7 de mai.
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Ser mãe é um desafio monumental que vai muito além do sonho romantizado pela sociedade. Apesar de a maternidade ainda ser vista como algo obrigatório ao gênero feminino, ela não faz parte do imaginário de todas as mulheres. Essa pressão social costuma vir acompanhada de um peso emocional grande, onde a satisfação convive com a culpa e a autocobrança constante. No fim, a chegada de um filho altera a dinâmica de todos ao redor, mas é o corpo e a vida da mulher que enfrentam as adaptações mais profundas.
A maternidade tem o poder de levar as mulheres a conhecer algo sobre elas mesmas, e normalmente é um resgate de tudo que ficou para trás, especialmente na infância. De um modo ou de outro, a maternidade convida as mulheres a olharem para sua criança interior. De acordo com a psicóloga Bianca Reis, “A criança interior é aquela que vive dentro de todos nós. Ela não é apenas uma criança literal, aquela que fomos na infância, mas também nosso potencial coletivo”.
É preciso compreender que muito pode ser explicado pela nossa história de vida, uma das coisas é a forma como uma mulher vai desenvolver a maternidade, obtendo relação com sua infância, com as dores, satisfações, feridas e boas recordações vivenciadas por ela nesse período. A psicóloga Bianca Reis também alerta que, “com uma criança interior ferida não trabalhada, acabamos por criar subpersonalidades e por vezes, se não cuidarmos das nossas próprias feridas, as sangramos nos outros”.
Para além da sobrecarga, com o cansaço do dia-a-dia, que normalmente tira a paciência da mulher e faz ela agir mal pontualmente diante de uma criança, estudos apontam que se essa situação se estender por muito tempo, a explicação está no passado, que geralmente tem a ver com a forma com que essa mulher foi tratada na infância. “A maternidade dá à mulher a chance de olhar para sua própria criança interior, e compreender ciclos e feridas que nunca foram explicadas. As reações no presente com os filhos, fazem as mães ressignificarem a importância de cuidar da sua criança interior, que por tanto tempo podem ter ficado esquecidas”, conclui Bianca Reis.


