Guerra do Streaming atinge picos com cancelamento de assinaturas e fusões
- Cauã Costa
- 24 de out. de 2025
- 1 min de leitura

O mercado global de streaming vive um momento de inflexão em 2025. Após uma década de expansão acelerada, empresas como Netflix, Disney+, Max e Prime Video enfrentam queda nas assinaturas, aumento da concorrência regional e fusões estratégicas para conter perdas.
Nos últimos meses, grandes players anunciaram integrações e reduções de catálogo, além de novos planos com publicidade e tarifas diferenciadas por país. Estima-se que, só no primeiro semestre de 2025, cerca de 35 milhões de assinaturas foram canceladas globalmente — um recorde desde o início da era do streaming.
No Brasil, a concorrência entre plataformas impulsionou a produção de conteúdos nacionais e parcerias com estúdios independentes. Séries originais brasileiras, como Cangaço Novo (Prime Video) e DNA do Crime (Netflix), seguem entre as mais vistas da América Latina, refletindo o interesse crescente por histórias locais e formatos híbridos.
Especialistas apontam que o setor caminha para uma fase de consolidação, com menos serviços e mais colaborações entre empresas. Ao mesmo tempo, cresce o uso de plataformas gratuitas com anúncios (FAST) e de aplicativos agregadores, que centralizam múltiplos catálogos.
A chamada “Guerra do Streaming”, antes pautada pela disputa de conteúdo exclusivo, agora se redefine em torno da sustentabilidade financeira e fidelização de público em um cenário de excesso de oferta.





