Dormir tarde pode aumentar risco de vício em redes sociais, aponta nova pesquisa
- edufribeiro07
- 4 de nov. de 2025
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Uma pesquisa publicada nesta semana pela Universidade de Helsinque, na Finlândia, revelou que jovens que dormem tarde têm maior tendência à dependência de redes sociais. O estudo, que analisou o comportamento de mais de 5 mil estudantes entre 16 e 25 anos, mostrou que a falta de sono e o uso prolongado de aplicativos como Instagram, TikTok e X (antigo Twitter) estão diretamente relacionados ao aumento de ansiedade, impulsividade e menor controle emocional.
Segundo os pesquisadores, o uso intenso das redes no período noturno ativa áreas cerebrais ligadas à recompensa e à dopamina o mesmo mecanismo de dependência associado ao consumo de substâncias como álcool e nicotina. “As pessoas que dormem tarde tendem a buscar estímulos e interações online em horários em que o corpo deveria estar reduzindo a atividade neural”, explica a neurocientista responsável pelo estudo, Drª. Emilia Korkman.
A pesquisa destacou ainda que o impacto do vício digital é mais forte entre adolescentes e jovens adultos, grupos em que o cérebro ainda está em formação. A exposição contínua a notificações, curtidas e conteúdos curtos altera o ciclo de sono e prejudica funções cognitivas, como concentração e memória. Estudantes que dormem após 1h da manhã apresentaram, em média, 45% mais chances de desenvolver sintomas de ansiedade e compulsão digital.
Entre as consequências observadas estão cansaço crônico, procrastinação, queda no rendimento escolar e isolamento social. A falta de sono também contribui para o aumento de irritabilidade e impulsividade, o que reforça o ciclo de uso exagerado de telas o jovem busca o celular para relaxar, mas o uso prolongado o mantém desperto e mais ansioso.
Os pesquisadores recomendam medidas simples para quebrar esse ciclo, como definir horários fixos para dormir, limitar o uso de telas duas horas antes de deitar, ativar o modo noturno dos dispositivos e praticar atividades físicas diurnas. Além disso, especialistas defendem campanhas de conscientização digital voltadas às escolas, para ajudar estudantes a reconhecer os sinais de dependência e promover o uso saudável da tecnologia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera o vício em internet e redes sociais uma preocupação emergente de saúde pública. Para os especialistas, o desafio é equilibrar a presença digital sem comprometer o bem-estar físico e mental. Dormir bem, segundo o estudo, continua sendo uma das formas mais eficazes de proteger o cérebro da sobrecarga digital e da dependência tecnológica.





