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Dormir tarde pode aumentar risco de vício em redes sociais, aponta nova pesquisa


Uma pesquisa publicada nesta semana pela Universidade de Helsinque, na Finlândia, revelou que jovens que dormem tarde têm maior tendência à dependência de redes sociais. O estudo, que analisou o comportamento de mais de 5 mil estudantes entre 16 e 25 anos, mostrou que a falta de sono e o uso prolongado de aplicativos como Instagram, TikTok e X (antigo Twitter) estão diretamente relacionados ao aumento de ansiedade, impulsividade e menor controle emocional.


Segundo os pesquisadores, o uso intenso das redes no período noturno ativa áreas cerebrais ligadas à recompensa e à dopamina o mesmo mecanismo de dependência associado ao consumo de substâncias como álcool e nicotina. “As pessoas que dormem tarde tendem a buscar estímulos e interações online em horários em que o corpo deveria estar reduzindo a atividade neural”, explica a neurocientista responsável pelo estudo, Drª. Emilia Korkman.


A pesquisa destacou ainda que o impacto do vício digital é mais forte entre adolescentes e jovens adultos, grupos em que o cérebro ainda está em formação. A exposição contínua a notificações, curtidas e conteúdos curtos altera o ciclo de sono e prejudica funções cognitivas, como concentração e memória. Estudantes que dormem após 1h da manhã apresentaram, em média, 45% mais chances de desenvolver sintomas de ansiedade e compulsão digital.


Entre as consequências observadas estão cansaço crônico, procrastinação, queda no rendimento escolar e isolamento social. A falta de sono também contribui para o aumento de irritabilidade e impulsividade, o que reforça o ciclo de uso exagerado de telas o jovem busca o celular para relaxar, mas o uso prolongado o mantém desperto e mais ansioso.


Os pesquisadores recomendam medidas simples para quebrar esse ciclo, como definir horários fixos para dormir, limitar o uso de telas duas horas antes de deitar, ativar o modo noturno dos dispositivos e praticar atividades físicas diurnas. Além disso, especialistas defendem campanhas de conscientização digital voltadas às escolas, para ajudar estudantes a reconhecer os sinais de dependência e promover o uso saudável da tecnologia.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera o vício em internet e redes sociais uma preocupação emergente de saúde pública. Para os especialistas, o desafio é equilibrar a presença digital sem comprometer o bem-estar físico e mental. Dormir bem, segundo o estudo, continua sendo uma das formas mais eficazes de proteger o cérebro da sobrecarga digital e da dependência tecnológica.


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