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Cesta Básica de Salvador sobe em dezembro e fecha 2025 com queda acumulada

FOTO: Jean Vagner/SEI
FOTO: Jean Vagner/SEI

A Cesta Básica de Salvador passou a custar R$ 557,62 no mês de dezembro de 2025, com base em 3.513 cotações de preços realizadas em 92 estabelecimentos comerciais da capital, entre supermercados, açougues, padarias e feiras livres. Em comparação com o mês anterior, o valor apresentou elevação de 2,69%, o que corresponde a um aumento nominal de R$ 14,98.


Ao longo de 2025, a Cesta Básica de Salvador registrou aumento em sete dos doze meses do ano. Apesar disso, no acumulado entre janeiro e dezembro, o indicador terminou com redução de 0,41%, refletindo oscilações mensais nos preços dos alimentos.


Dos 25 produtos que compõem a cesta, 16 apresentaram alta de preços, com destaque para a cebola, que teve aumento de 66,17%. Também registraram elevação banana prata, flocão de milho, macarrão, óleo de soja, carne de primeira, leite, maçã, queijo prato, tomate, batata inglesa, pão francês, arroz, carne de segunda, farinha de mandioca e carne de sertão.


Por outro lado, oito produtos tiveram redução nos preços: cenoura, linguiça calabresa, café moído, feijão, queijo muçarela, açúcar cristal, manteiga e frango. O preço do ovo de galinha permaneceu estável no período.


Segundo o economista Denilson Lima, fatores climáticos e a redução da oferta de alguns produtos foram determinantes para a alta do custo da cesta em dezembro. Ele destaca que o aumento expressivo da cebola ocorreu em função da diminuição da oferta regional em Irecê e no Vale do São Francisco, afetadas por chuvas que restringiram a disponibilidade do produto no Nordeste.


Em dezembro, o conjunto de alimentos associados ao almoço soteropolitano, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, apresentou alta de 3,31% e respondeu por 33,16% do valor total da cesta. Já o grupo de itens do café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, teve aumento de 1,09% e representou 35,52% do custo total.


Por fim, o tempo médio de trabalho necessário para um trabalhador soteropolitano adquirir a cesta básica foi de 89 horas e 42 minutos, equivalente ao comprometimento de 40,78% do salário mínimo líquido, fixado em R$ 1.404,15 após o desconto da contribuição previdenciária.

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