Neojiba consolida música como política pública de transformação social na Bahia
- Fernando Junior
- 7 de jan.
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A trajetória de milhares de crianças, adolescentes e jovens baianos tem sido transformada por meio do ensino musical coletivo promovido pelos Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia. Para participantes como Saíde Gustavo Nascimento, de 18 anos, clarinetista da Orquestra Castro Alves – NCN, a música abriu horizontes e ampliou as perspectivas de futuro, mostrando que a origem não limita os caminhos possíveis.
Criado em 2007, o Neojiba se consolidou como uma política pública estruturante nas áreas de cultura, educação e desenvolvimento social, oferecendo formação musical gratuita e de excelência, com foco especial em jovens em situação de vulnerabilidade social. Desde sua criação, mais de 42 mil jovens tiveram suas trajetórias impactadas pela iniciativa em diferentes regiões do estado.
Em 2025, o programa reafirmou seu papel estratégico para o Governo da Bahia, com resultados expressivos no fortalecimento institucional e na projeção internacional. Crianças e jovens seguem se preparando para novas turnês fora do país, ampliando a visibilidade da Bahia no cenário cultural global e consolidando a música como instrumento de inclusão e cidadania.
Atualmente, mais de 2.360 integrantes participam diretamente das atividades do Neojiba, que também alcançam cerca de 6 mil pessoas de forma indireta, por meio de ações pedagógicas, sociais e comunitárias. O trabalho é desenvolvido a partir de 13 núcleos, incluindo o Núcleo Central em Salvador, Núcleos Territoriais no interior e Núcleos de Prática Musical distribuídos na capital e em municípios da Região Metropolitana e do interior.
Um dos principais símbolos dessa política pública é a Orquestra 2 de Julho, principal formação orquestral do programa. Composta por jovens de até 27 anos, a orquestra se tornou referência no Brasil e no exterior, acumulando centenas de apresentações e turnês internacionais. Para os próximos anos, o Neojiba projeta a ampliação de suas ações formativas, a requalificação de seus espaços e novas etapas de internacionalização, reforçando a música como ferramenta de transformação social e garantia de direitos.





