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Investimento em agroecologia na Bahia dá salto de 185% e ultrapassa R$ 300 milhões

  • há 7 horas
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A linha Agroecologia estimula instalação de sistemas de base agroecológica ou orgânica. Foto: Ascom BNB Bahia.
A linha Agroecologia estimula instalação de sistemas de base agroecológica ou orgânica. Foto: Ascom BNB Bahia.

O investimento do Banco do Nordeste (BNB) na agroecologia familiar baiana disparou em 2025. Por meio do Pronaf, a instituição injetou aproximadamente R$ 300 milhões no setor, registrando um aumento de 185% no volume de crédito e de 220% no número de operações (26.742 contratos) em comparação com o ano anterior. O Agroamigo, braço de microfinança rural do BNB, foi o principal motor desses financiamentos, que atenderam produtores vinculados a linhas como Pronaf Floresta, Sistema Agroflorestal e Sistemas Orgânicos/Agroecológicos.


O avanço das práticas agroecológicas financiadas pelo Banco do Nordeste na Bahia reflete a maior conscientização dos produtores com a sustentabilidade, segundo o superintendente estadual da instituição, Pedro Neto. Ele destaca que a busca por técnicas sustentáveis e pela qualidade dos produtos tem sido impulsionada por incentivos e capacitações, como o Programa de Desenvolvimento Territorial, que apoia a obtenção de certificações orgânicas. Para 2026, a expectativa é de forte crescimento: a linha Agroecologia Agroamigo prevê injetar R$ 421 milhões no estado, por meio de quase 22 mil novos contratos.


Para toda área de atuação do Banco, que engloba estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo, a previsão é que sejam contratadas cerca de 97 mil operações com desembolso de R$ 1,8 bilhão. Esses números superam os realizados em 2025, quando foram firmados 124 mil contratos (290% a mais que em 2024) no valor total de R$ 1,6 bilhão (335% a mais que em 2024).

O Pronaf Agroecologia é um crédito de investimento para sistemas de base agroecológica ou orgânica. A linha contempla inclusive gastos relativos à implantação e manutenção do empreendimento, além de pagamentos de serviços destinados à conversão da produção e certificação. Cada mutuário pode contratar até R$ 450 mil por ano agrícola, em operações destinadas às atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura e fruticultura. Para os demais empreendimentos e finalidades, o valor máximo por mutuário é de R$ 250 mil a cada ano agrícola.


 
 
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