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Encontro de Filarmônicas celebra o 2 de Julho

  • 23 de jun.
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.


No dia 2 de Julho de 2026, às 17h, o Campo Grande será novamente palco de uma das mais emblemáticas celebrações musicais da Independência da Bahia. Realizado pela Fundação Gregório de Mattos e Prefeitura de Salvador, com direção artística do maestro Fred Dantas, o XXXV Encontro de Filarmônicas reúne bandas centenárias, jovens músicos e mestres da tradição para uma grande festa da cultura popular baiana.


A abertura do encontro será marcada pela execução do Hino ao 2 de Julho, interpretado coletivamente por todas as filarmônicas participantes, reafirmando o papel histórico dessas instituições na preservação da memória cívica e cultural do estado.


Participam desta edição a Banda de Música da Guarda Civil Municipal de Salvador; a Filarmônica 25 de Março, de Feira de Santana; a Sociedade Filarmônica Lyra Popular de Castro Alves; a Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis; Banda de Música da Guarda Civil Municipal; a Filarmônica Amigos da Música, de Wenceslau Guimarães; e a Oficina de Frevos e Dobrados, de Salvador. Encerrando a programação, o público poderá conferir um show especial do cantor Mário Bezerra acompanhado pela Oficina de Frevos e Dobrados, com arranjos exclusivos do maestro Fred Dantas.


Ao longo de seus 35 anos de existência, o Encontro de Filarmônicas tem se consolidado como um espaço de valorização da ancestralidade, da mobilização social e da excelência musical das bandas do interior e da capital. Nesta edição, três das filarmônicas convidadas ultrapassam a marca de um século de atividades, representando cidades cuja história se confunde com a própria trajetória dessas instituições musicais.


Mais do que grupos artísticos, as filarmônicas baianas desempenham papel fundamental na formação de crianças e jovens, oferecendo educação musical gratuita, fortalecendo laços comunitários e criando oportunidades de inclusão social. Em suas cidades, funcionam como verdadeiros centros culturais, mantendo vivas tradições musicais que atravessam gerações.


O repertório do encontro promete emocionar e animar o público com hinos patrióticos, dobrados tradicionais, frevos e arranjos contemporâneos. No palco, crianças e adolescentes dividem espaço com músicos experientes, característica que faz das filarmônicas um patrimônio vivo e luminoso da Bahia.


Tradição centenária - Entre os destaques está a Sociedade Filarmônica Lyra Popular de Castro Alves, que celebra seu centenário em 2026. Fundada em 1926, a instituição é reconhecida como um dos principais símbolos culturais da cidade conhecida como "Cidade da Música e da Poesia". Também integra o encontro a histórica Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis, fundada em 1903, considerada a mais antiga instituição em atividade do município e guardiã de um importante patrimônio musical da Chapada Diamantina.


Representando o Baixo Sul baiano, a Filarmônica Amigos da Música, de Wenceslau Guimarães, demonstra como a tradição filarmônica continua se renovando. Criada em 2001, a entidade transformou o ensino musical em ferramenta de inclusão social e formação cidadã, alcançando milhares de pessoas ao longo de sua trajetória.

 
 
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