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Como o ar-condicionado afeta a respiração e 6 formas de se proteger

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura
Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

Presente em casas, escritórios, escolas, consultórios e estabelecimentos comerciais, o ar-condicionado ajuda a controlar a temperatura dos ambientes. No entanto, quando utilizado de maneira inadequada ou sem a devida manutenção, o aparelho pode contribuir para o ressecamento das mucosas e para a circulação de poeira e outros agentes presentes no ambiente.

De acordo com o Me. Leandro Saldivar da Silva, coordenador do curso de Enfermagem da Universidade Unopar, o problema não está necessariamente no uso do ar-condicionado, mas nas condições de funcionamento e na qualidade do ar do ambiente. “Quando os filtros não são higienizados adequadamente ou o ambiente permanece muito seco e pouco ventilado, pode haver maior desconforto nas vias respiratórias, especialmente em pessoas mais sensíveis”, explica.

O especialista destaca que o ar-condicionado resseca o revestimento interno do nariz, prejudicando a defesa natural das vias respiratórias. “O cuidado deve ser redobrado quando a pessoa tem rinite crônica ou sinusites, ainda mais se ficarem muito tempo em ambientes fechados sem ventilação, apenas com o ar-condicionado ligado. A falta de umidade pode desencadear crises respiratórias, tosse, espirros, falta de ar, coceira nos olhos ou nariz, coriza e congestão nasal, entre outros fatores”, explica Saldivar.

O especialista dá seis dicas de cuidados para proteger as vias respiratórias: Faça a limpeza dos filtros regularmente pois os filtros acumulam poeira e outras partículas ao longo do tempo. Quando não recebem a limpeza adequada, podem prejudicar a qualidade do ar que circula pelo ambiente. A higienização deve seguir as recomendações do fabricante e, quando necessário, contar com manutenção profissional; evite temperaturas muito baixas pois manter o ambiente excessivamente frio pode aumentar o desconforto respiratório para algumas pessoas, principalmente quando existe uma grande diferença entre a temperatura interna e a externa. O ideal é buscar uma temperatura agradável, sem exageros.

Cuide da umidade do ambiente, poia o ar-condicionado pode reduzir a umidade do ar e favorecer sintomas como ressecamento do nariz, garganta irritada e desconforto ocular. Em ambientes muito secos, é importante observar a umidade e adotar medidas adequadas para melhorar o conforto; mantenha o ambiente limpo, pois a poeira acumulada em carpetes, cortinas, estofados e superfícies pode comprometer a qualidade do ar. A limpeza regular ajuda a reduzir a quantidade de partículas que podem permanecer suspensas no ambiente.

E não negligencie a ventilação, sempre que possível e adequado, é importante permitir a renovação do ar do ambiente. Locais fechados por longos períodos podem concentrar partículas e outros contaminantes, tornando a ventilação uma medida importante para a qualidade do ar interno e observe sintomas persistentes, pois a coriza, espirros, tosse, irritação na garganta, falta de ar ou outros sintomas respiratórios que persistem ou se agravam devem ser avaliados por um profissional de saúde. Evite atribuir automaticamente esses sinais ao ar-condicionado, pois eles podem estar relacionados a diferentes condições e a possíveis doenças.


 
 
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