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Com show da Timbalada, paciente celebra aniversário e marca nova fase de reabilitação após 6 anos de internação

há 1 dia
3 min de leitura
Foto: Divulgação Assessoria HCRSF.
Foto: Divulgação Assessoria HCRSF.

Após permanecer internada por seis anos devido a complicações da doença renal crônica, hemodiálise, obesidade grave e limitação funcional, a professora Cláudia Elizabeth, de 56 anos, inicia uma nova fase de vida. Há cerca de duas semanas no Hospital Casa de Retiro São Francisco (HCRSF), localizado no Horto Florestal, em Salvador, ela ingressou em um programa de cuidado de transição e reabilitação. O plano terapêutico busca a recuperação funcional e a autonomia progressiva da paciente, permitindo que ela volte a realizar atividades simples e essenciais, como passear pelos jardins da instituição e conviver com a família.


Uma comemoração emocionante marcou a tarde da quarta-feira (22) no hospital. Enquanto passeava pelo bosque da instituição e conhecia a Via Sacra, a paciente Cláudia foi recebida com uma festa de aniversário surpresa organizada por familiares, amigos e profissionais da unidade. O ponto alto da celebração foi a participação de Buja, cantor da Timbalada — grupo preferido da aniversariante.

A ação teve o apoio direto de Adriana, irmã de Cláudia, e registrou a presença da coordenadora-executiva do Planserv, Larissa Guerra. Emocionada, a paciente destacou o impacto do gesto em seu tratamento: “É um sonho realizado reunir quem eu amo e ter o Buja cantando para mim. Esse choro é de profunda alegria e renova minha fé e esperança para sair daqui totalmente recuperada.”


Música, convivência e reabilitação - A longa permanência hospitalar não apagou a paixão de Cláudia pela Timbalada. Ao lado de Buja, ela cantou músicas como “Beija-Flor”, “Margarida Perfumada” e “Minha História”, transformando a tarde em um encontro de música, afeto e convivência. O cantor, que realiza visitas a hospitais da Bahia como forma de promover acolhimento e humanização, também se emocionou com o encontro. “Nesses três anos de projeto, eu nunca passei por um momento assim. É especial e, ao mesmo tempo, um aprendizado para a vida. Ela esteve junto comigo, cantou todas com tanta felicidade, e isso mostra que a Timbalada tem que estar perto do povo. É mais uma história de vida que nos enche de esperança e enche meu coração”, afirmou Buja.


A música também integra a rotina de Cláudia no HCRSF. Ao final do dia, ela acompanhou, ao lado de familiares e amigos, a apresentação de piano realizada diariamente às 17h, com repertório escolhido pela própria paciente. No HCRSF, espaços de convivência, contato com a natureza, circulação e atividades terapêuticas são incorporados à rotina assistencial como estímulos à mobilidade, à interação e à autonomia. No caso de Cláudia, o plano terapêutico reúne psicologia, nutrição, fisioterapia, terapia ocupacional, musicoterapia e fonoaudiologia, além da assistência médica e de enfermagem necessária ao seu quadro.


Para o diretor-presidente do HCRSF, Dr. Fábio Vilas-Boas, a evolução observada desde a chegada da paciente ilustra a importância de associar assistência clínica, reabilitação e um ambiente que estimule a participação ativa do paciente. “Em poucas semanas, Cláudia já apresenta avanços que antes pareciam distantes: está conseguindo ficar em pé, participa ativamente das terapias, voltou a interagir e demonstra uma enorme vontade de recuperar sua autonomia. Nosso objetivo é ajudá-la a alcançar o máximo possível de independência e, quando houver condições clínicas e funcionais, retornar ao convívio familiar e social”, afirma Vilas-Boas.


A expectativa é que, com a continuidade do programa de reabilitação, Cláudia avance progressivamente em direção a maior autonomia. A evolução será acompanhada pela equipe multiprofissional, com metas definidas de acordo com sua condição clínica e funcional. A proposta do Hospital Casa de Retiro São Francisco é integrar tratamento, reabilitação, convivência e cuidado individualizado. Em vez de limitar a experiência hospitalar ao leito e aos procedimentos clínicos, o modelo busca criar condições para que cada paciente participe ativamente do próprio processo de recuperação, dentro de suas possibilidades.


Há poucas semanas, um dos desafios de Cláudia era voltar a sair do leito. Agora, ela fala em recuperar-se e voltar para casa. Entre uma conquista e outra, o tratamento continua — mas sua rotina já deixou de acontecer apenas dentro de um quarto de hospital.



 
 
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