Alimentação saudável é a principal meta das brasileiras em 2025
- edufribeiro07
- 25 de nov. de 2025
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Em 2025, a melhora dos hábitos alimentares emergiu como a principal meta de saúde e bem-estar entre as mulheres brasileiras. De acordo com levantamento conduzido pela empresa Vhita, 76% das entrevistadas afirmaram ter investido durante o ano em melhorar a alimentação, buscando escolhas mais naturais e equilibradas. Essa busca pela qualidade alimentar indica uma crescente conscientização sobre o papel da alimentação no bem-estar físico e mental.
A pesquisa indica que, além da alimentação, outras metas importantes para 2025 foram a manutenção de uma rotina regular de atividades físicas (71,5%) e o sono de melhor qualidade (70,7%) entre as mulheres. Esses resultados reforçam que os cuidados com a saúde estão passando por uma abordagem mais holística, em que a alimentação é vista como elemento central.
Porém, a meta não vem sem desafios. Entre os obstáculos citados pelas participantes, destacam-se a falta de disciplina ou motivação (59,1%), a limitação de tempo para dedicar-se a si mesmas (49%) e restrições financeiras para manter hábitos saudáveis (39,7%). Esses fatores apontam que, apesar da vontade de mudança, a implementação de hábitos mais saudáveis ainda depende de condições estruturais e de suporte social.
Esse cenário assume importância especial ao se considerar o contexto alimentacional do país. Segundo relatório do Ministério da Saúde em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras instituições, entre novembro de 2020 e novembro de 2024 foram lançados no Brasil mais de 39 000 alimentos e bebidas embaladas, dos quais 62% eram ultraprocessados e apenas 18,4% minimamente processados ou in natura. Essa oferta dominante de alimentos ultraprocessados reforça a relevância da meta individual apontada pela pesquisa, pois a mudança de hábitos se dá em um ambiente que favorece escolhas alimentares menos saudáveis.
Para profissionais de nutrição, gestores de saúde e responsáveis por políticas públicas, o dado de que a alimentação foi a prioridade de 2025 entre as brasileiras revela duas frentes importantes de ação. Em primeiro lugar, há a necessidade de incentivar, facilitar e comunicar escolhas alimentares melhores por exemplo, aumentando o acesso a alimentos frescos, integrando educação nutricional e apoiando ambientes alimentares favoráveis. Em segundo lugar, é preciso enfrentar as barreiras identificadas: tempo, motivação, recursos financeiros. Sem estratégias que considerem essas limitações, a meta permanece aspiracional, mas difícil de concretizar plenamente.
À medida que se avança para 2026, a própria pesquisa indica que a intenção das brasileiras permanece firme: a melhoria da alimentação continua como meta, com foco em opções mais naturais e menos ultraprocessadas. Isso sinaliza que o movimento tem continuidade e que a transformação dos hábitos alimentares pode ganhar tração coletiva.





