Uso de cannabis cresce entre adolescentes e avança de forma significativa entre meninas
- edufribeiro07
- 19 de dez. de 2025
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Um levantamento nacional divulgado pelo G1 aponta crescimento no uso de cannabis no Brasil, com destaque para o avanço expressivo entre adolescentes do sexo feminino, na faixa etária de 15 a 19 anos. Os dados acendem um alerta para autoridades de saúde, educadores e famílias, ao indicar mudanças no padrão de consumo de drogas entre jovens e a necessidade de políticas públicas mais direcionadas à prevenção e à informação qualificada.
Segundo o estudo, embora o consumo de cannabis já fosse observado entre adolescentes, o aumento entre meninas chama atenção por representar uma inversão em tendências históricas, nas quais o uso era mais comum entre jovens do sexo masculino. Especialistas avaliam que fatores sociais, culturais e comportamentais podem estar influenciando esse crescimento, incluindo maior exposição a conteúdos nas redes sociais, normalização do uso em determinados ambientes e percepção reduzida dos riscos associados à substância.
Pesquisadores destacam que o uso de cannabis durante a adolescência pode impactar o desenvolvimento neurológico, uma vez que o cérebro ainda está em formação nessa fase da vida. Estudos associam o consumo precoce a prejuízos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, alterações emocionais e maior risco de dependência química. Entre meninas, os efeitos podem ser potencializados por fatores hormonais e psicológicos específicos dessa etapa do desenvolvimento.
O levantamento também indica que muitos adolescentes relatam acesso facilitado à cannabis, seja por meio de amigos ou ambientes sociais próximos. Para especialistas, esse cenário evidencia falhas nas estratégias de prevenção e na comunicação sobre os riscos do uso de drogas. A abordagem punitiva isolada é considerada insuficiente, sendo apontada a necessidade de ações educativas contínuas, diálogo nas escolas e fortalecimento do acompanhamento familiar.
Autoridades de saúde ressaltam que o enfrentamento do problema passa por políticas intersetoriais, envolvendo saúde, educação e assistência social. Programas de prevenção baseados em evidências, aliados a campanhas que considerem as especificidades do público feminino jovem, são vistos como fundamentais para conter o avanço do consumo. O tema também reforça a importância de ampliar o acesso a serviços de saúde mental para adolescentes.
O crescimento do uso de cannabis entre meninas adolescentes reforça um cenário de desafios complexos para a saúde pública brasileira. Especialistas defendem que compreender os fatores que levam a esse aumento é essencial para construir respostas eficazes, capazes de proteger o desenvolvimento físico e emocional dos jovens e reduzir impactos de longo prazo na sociedade.





