Todo mundo cabe reúne cinco orquestras em grande baile da cidade no Festival da Primavera

No dia 27 de setembro, o Largo da Tieta, no Pelourinho, será transformado em um grande salão de baile a céu aberto, reunindo cinco orquestras em uma programação especial do Festival da Primavera. Das 16h às 21h, diferentes gerações, estilos e memórias musicais vão se encontrar em uma celebração que convida o público a ouvir, cantar e dançar.
Com o conceito “LARGO — Todo mundo cabe”, o projeto aposta na convivência entre públicos diversos e na música como ponto de encontro. Em vez de separar gerações e preferências, a programação reúne no mesmo espaço ritmos, épocas e linguagens que fazem parte da história musical de Salvador e do Brasil.
A tarde começa às 16h com a Orquestra de Câmara de Salvador, sob a regência do maestro Angelo Rafael, apresentando “Uma Viagem Latina”. O concerto percorre diferentes compositores da música brasileira e latino-americana, em uma seleção que inclui “Um Pedacinho do Céu”, “Lamento Sertanejo” e “Mourão”, de Guerra-Peixe. A apresentação ganha um momento especial com a participação da cantora Cláudia Cunha, que interpreta uma seleção de boleros nacionais, entre eles “Começaria Tudo Outra Vez”, de Gonzaguinha, “Dois pra Lá, Dois pra Cá” e obras de Flávio Venturini, Tom Jobim e Chico Buarque. Uma abertura marcada por emoção, sofisticação e muito charme.
Às 17h15, o palco recebe a Orquestra do Maestro Zeca Freitas, que promete transformar o Largo da Tieta em um grande baile popular. Carioca radicado em Salvador desde a década de 1970, Zeca Freitas construiu uma trajetória dedicada à música instrumental e às grandes formações. Seu repertório transita por samba, jazz, balada, bolero, cha-cha-cha, swing e salsa, reunindo clássicos como “Aquarela do Brasil”, “What a Wonderful World”, “La Vie en Rose”, “Moonlight Serenade”, “Nanã”, “Sway”, “Azul da Cor do Mar”, “Hey Jude”, “Vou Festejar” e “Retrato da Bahia”, de Riachão. Entre os momentos especiais está “Alma Brasileira”, composição do próprio maestro.
Às 18h30, é a vez da Orquestra Sergio Benutti comandar a festa com a atmosfera dos grandes bailes de salão. Com 16 músicos, um cantor e uma cantora, a formação apresenta baladas, foxtrotes, boleros, música latina, sambas clássicos, temas de filmes e sucessos da música baiana. O espetáculo conta ainda com as participações especiais do cantor Neto Moura, da cantora Daisy Carvalho e solos de trompete de Wellington Mendes. Depois de ser muito elogiada na última edição do projeto Bailes da Cidade, no Campo Grande, a orquestra chega ao Largo da Tieta pronta para colocar o público para dançar.
Às 19h45, a Orquestra Paulo Primo apresenta um repertório especialmente preparado para o Festival da Primavera, reunindo releituras e arranjos que celebram grandes nomes da MPB, da Bossa Nova e da música internacional. O público poderá conferir a genialidade de Dorival Caymmi em “São Salvador” e “Marina”, a MPB pop de Guilherme Arantes em “Aprendendo a Jogar”, a sofisticação de Roberto Menescal em “Rio” e a brasilidade de Ary Barroso em “Na Baixa do Sapateiro”. A energia de Tim Maia também marca a apresentação com “Primavera”, “O Descobridor dos Sete Mares” e “Não Quero Dinheiro / Vou Pedir pra Você Ficar”. Para completar, a orquestra apresenta “Begin the Beguine”, de Cole Porter.
Fechando a programação, às 21h, a Orquestra Fred Dantas leva ao Largo da Tieta uma apresentação que traduz sua trajetória de inovação e renovação. Pioneira na criação de arranjos orquestrais para a axé music, a formação começa com “Primavera”, de Vivaldi, passa por “Canta ao Pescador”, na versão do Olodum, além de choro e canções românticas internacionais dos anos 1960 e 1970. No grande encerramento, os famosos arranjos orquestrados de axé prometem levantar o público com “Jeito Faceiro”, “Rosa”, “Terra Festeira” e “Rapunzel”.
Ao reunir cinco orquestras em uma única tarde e noite, o LARGO — Todo mundo cabe celebra uma Salvador plural, musical e afetiva. É um convite para diferentes gerações compartilharem o mesmo espaço, descobrirem novas sonoridades, reencontrarem velhas canções e, principalmente, dançarem juntas.


