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Surfista baiano é campeão brasileiro sub-12 em Santa Catarina

há 10 horas
3 min de leitura
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.


A nova geração do surf baiano encerrou sua participação no Surf Brasil de Base 2026, em Navegantes, Santa Catarina, com grandes resultados e um troféu de campeão brasileiro na bagagem. Com a melhor nota da bateria final, Rudá Nascimento venceu a categoria sub-12, em um pódio que também contou com a presença do também baiano Davi Lucca, que acabou na terceira colocação.


A delegação baiana também foi integrada por Kaylane Cardoso e Bernardo Bicalho, que viajaram para Navegantes com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Kaylane disputou as categorias sub-16 e sub-18 feminino, enquanto Bernardo competiu na categoria sub-16 masculino.


Os quatro atletas da Bahia competiram no Surf Brasil de Base 2026 depois de se classificarem na Seletiva Norte/Nordeste da competição, realizada em março deste ano em Barra de Camaratuba, no município de Mataraca, na Paraíba.


Disputada entre os dias 23 e 27 de setembro, a quarta e última etapa do Surf Brasil de Base 2026 teve mar frio, mas disputas quentes nas águas da Praia Central de Navegantes, no litoral catarinense. Em uma competição acirrada, o caminho para o pódio não foi fácil para os dois surfistas baianos do Sub-12.


Na primeira fase da competição, Davi Lucca conseguiu a segunda colocação de sua bateria, enquanto Rudá Nascimento ficou em terceiro e precisou encarar a repescagem na segunda fase para prosseguir na competição. Depois de passar pela terceira fase, os surfistas baianos caíram na mesma bateria nas semifinais e se classificaram juntos para a decisão, com direito a um abraço entre os dois após garantirem passaporte para final nas águas catarinenses.


Na final, Rudá Nascimento recebeu notas 3.70 e 5.73 - maior da bateria, assegurando o título de campeão brasileiro com um total de 9.43, seguido do paraibano Fernando Medina, com 8.87, e de Davi Lucca, com 8.73. Emocionado com o título brasileiro, o surfista celebrou intensamente a vitória nas areias da Praia Central de Navegantes.


Em suas redes sociais, o campeão brasileiro sub-12 agradeceu aos seus familiares, à equipe, aos companheiros da delegação baiana e aos atletas de outras equipes que o apoiaram. "Hoje eu volto para casa muito feliz e ainda sem acreditar. Mas com aquela sensação maravilhosa de dever cumprido. Agora é seguir treinando, com o mesmo foco e muitos sonhos pela frente", escreveu Rudá Nascimento.


Os resultados da delegação baiana foram comemorados pelo Presidente da Federação Baiana de Surf (FBSurf), Alisson Reis. “O trabalho foi exitoso e nossa intenção é fortalecer ainda mais, amparando atletas baianos e ampliando a participação em competições com o apoio fundamental da Sudesb”, explica.


O apoio da autarquia estadual ao surf está sendo nos últimos anos tanto aos atletas, por meio da emissão de passagens, como foi o caso do Surf Brasil de Base 2026, ou através de programas como o Bolsa Esporte, que disponibiliza auxílio financeiro para o treinamento e a participação em competições, e o FazAtleta, que concede de abatimento no ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – para empresas que apoiam financeiramente projetos esportivos; quanto ao incentivo à modalidade.


O Governo do Estado é um dos principais fomentadores do circuito estadual com etapas desde o litoral do extremo sul até o litoral norte da Bahia, contemplando cidades como Belmonte, Caravelas, Porto Seguro, Ilhéus, Itacaré, Salvador, Camaçari, Mata de São João, dentre outros. Além das etapas estaduais, o apoio também está presente para atrair etapas do circuito nacional, principalmente no município de Itacaré, onde se encontra o Centro de Treinamento de Surf, na Praia da Tiririca, obra da Sudesb.


“O investimento da Sudesb em todas as modalidades da Bahia, como é o caso do surf, parte de uma política pública que reforça os pilares de apoio ao esporte, com a concessão de bolsas e transporte para os atletas disputarem competições estaduais, nacionais e internacionais; o fomento às competições e aos eventos esportivos em território baiano; e a infraestrutura esportiva para dar o suporte necessário aos atletas da Bahia com centros de excelência e para a iniciação na descoberta de novos talentos. O resultado está aí com títulos, mas também como impacto social do esporte na vida das pessoas”, comenta Vicente Neto, diretor-geral da Sudesb.

 
 
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