Semana de devoção ao Senhor do Bonfim
- edufribeiro07
- 12 de jan.
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Nesta quinta-feira,15, Salvador vive um de seus momentos mais emblemáticos com a realização da tradicional Festa do Senhor do Bonfim, uma das maiores manifestações religiosas e culturais do Brasil. A celebração, que reúne fé, devoção e identidade popular, atravessa séculos e segue profundamente presente na vida do povo baiano.
A devoção ao Senhor do Bonfim teve início no século XVIII, quando a imagem de Jesus Cristo crucificado chegou a Salvador trazida de Portugal. Pouco tempo depois, foi construída a Basílica do Senhor do Bonfim, que se tornou destino de romarias, promessas e agradecimentos. Com o tempo, a festa ganhou características próprias da cultura baiana, marcada pelo sincretismo religioso que aproxima o catolicismo das tradições de matriz africana.
Um dos momentos mais simbólicos da celebração é a Lavagem do Bonfim, quando baianas vestidas de branco utilizam água de cheiro para lavar as escadarias da igreja, em um ritual de purificação, respeito e fé. Mais do que um ato religioso, o gesto representa acolhimento, renovação e esperança.
Para o baiano, a Festa do Bonfim é parte da vida. É tradição passada de geração em geração, é encontro, é caminhada coletiva. Para o devoto do Senhor do Bonfim — aquele que crê, que faz promessas, que agradece graças alcançadas — a festa é um momento de entrega, de silêncio interior e também de celebração da vida.
A fé no Senhor do Bonfim não se limita ao templo. Ela se manifesta nas fitinhas amarradas no pulso, nos pedidos feitos em pensamento, nas caminhadas descalças, nas missas, nos cantos e na certeza de que a devoção é também um ato de resistência cultural.
A cada ano, a festa reafirma Salvador como uma cidade onde espiritualidade e cotidiano caminham juntos, fortalecendo laços, mantendo tradições vivas e lembrando que fé, para o povo baiano, é também identidade.





