Salvador recebe exposição baiana premiada pela Funarte
- 28 de mai.
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Atualizado: 29 de mai.

No dia 10 de junho (quarta-feira), às 19h, o Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, sedia a abertura da exposição "Ecologia de sentidos - Panorama da 3ª geração da Fotografia da Bahia". Premiado com a prestigiada Bolsa Funarte de Artes Visuais Marcantonio Vilaça 2023, o projeto se destaca como o único de sua categoria no Nordeste.
A chegada a Salvador marca a última etapa de uma circulação que começou em setembro de 2024 e já passou por Olinda, Natal, São Luís, João Pessoa e Aracaju. Além de exibir as obras, o projeto movimenta o público local com oficinas gratuitas, visitas guiadas e bate-papos, ficando aberto à visitação na capital baiana até outubro deste ano.
No dia seguinte à inauguração na capital baiana, no dia 11 de junho (quinta-feira), vai haver uma visita guiada com o curador e organizador Marcelo Reis, às 16 horas. Ao longo dos quatro meses de estadia em Salvador, o projeto vai promover oficinas gratuitas ministradas por artistas participantes da mostra.
O Panorama, que conta ainda com a participação de Bené Fonteles como crítico e apresentador, é resultado da pesquisa realizada por Marcelo Reis, coordenador do Instituto Casa da Photographia, a respeito da nova geração da fotografia baiana, que surge, mais especificamente, a partir do século XXI, nos anos 2000, sendo denominada como a 3ª geração.
O projeto tem como homenageado o fotógrafo Akira Cravo (in memoriam), cuja obra, além de compor a exposição, vai ser discutida em um encontro com o público no final da temporada em Salvador. O homenageado é neto do escultor Mário Cravo Júnior e filho do também fotógrafo Mário Cravo Neto, exercendo, esse último, influência na 3ª geração da fotografia baiana.
A exposição do Panorama reúne 100 imagens de 25 artistas que revelam em seus registros fortes influências decoloniais, de resistência contra as violências de gênero e de raça, em diálogo com as temáticas do Corpo, da Memória e do Sagrado. Sob a guiança de que “Todo Corpo é água, toda água é Memória, tudo que é memória é Sagrado”, a mostra é organizada então em três núcleos temáticos:
Corpo - conta com as obras de Akira Cravo (in memoriam), Alex Oliveira, Ananda Nunes, Edgar Azevedo, Emanoel Saravá, Isabel Ramos, Lucas Moreira e Renan Benedito.
Memória - reúne as fotografias de Adalton Silva, Adriano Machado, Cristina Cenciarelli, Juh Almeida, Ivã Coelho, Paulo Coqueiro e Raimundo Cavalhier e Shai Andrade.
Sagrado - constituído pelos registros de Andrea Fiamenghi, Arthur Seabra, Elis Tuxá, Ismael Silva, Gilucci Augusto, Hugo Martins, Leila Chandani, Tacun Lecy e Vinicius Xavier.
Conforme o crítico Bené Fonteles, “através do Panorama, a gente pode ver que tudo aquilo que foi plantado nos anos 40, especialmente com a chegada de Pierre Verger [à Bahia], floresceu, ficou muito forte”, declarou. O artista visual disse que “é impressionante como eles [fotógrafos (as) da 3ª geração] discutem essa questão do corpo e da liberdade que esse corpo tem para se expressar”, referindo-se a como o trabalho da geração atual da fotografia é “um corpo poético visceral que busca inspiração nas ancestralidades”, afirmou.


