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Remédio para emagrecer pode baixar risco de morte por câncer colorretal

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Remédio reduz risco de morte em 32% para pacientes em estado avançado da doença.
Remédio reduz risco de morte em 32% para pacientes em estado avançado da doença.

Desenvolvidos originalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, os agonistas de GLP-1 ganharam enorme popularidade por auxiliarem no emagrecimento. Ao simularem hormônios intestinais, esses medicamentos controlam a glicemia, retardam o esvaziamento gástrico e prolongam a saciedade. Agora, novos benefícios começam a surgir: dois estudos apresentados no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), encerrado na última terça-feira (2) em Chicago, revelam que as famosas "canetas emagrecedoras" também podem reduzir o risco de morte em pacientes com câncer colorretal, tanto em estágios iniciais quanto avançados.


A oncologista Maria Ignez Braghiroli, especialista em câncer gastrointestinal da Oncologia D’Or, aponta que a associação dessa classe terapêutica ao histórico de pacientes oncológicos tem se tornado cada vez mais comum. “Cabe a nós compreender a segurança dessa combinação e investigar, com base em mais dados, se esses medicamentos trazem vantagens no controle de peso durante o tratamento e na redução da incidência da doença — o que parece ter um impacto positivo”, afirma a especialista.


Em um estudo com pacientes com câncer colorretal metastático, pesquisadores do The New York Medical College, nos Estados Unidos observaram uma redução de 32% dos riscos de morte naqueles indivíduos que receberam GLP-1. Já outra pesquisa, realizada pelo Atrium Health Levine Cancer, também nos Estados Unidos, apontou que o uso deste medicamento aumentou o tempo de vida de pacientes com câncer colorretal submetidos à quimioterapia padrão de primeira linha.Câncer e excesso de peso.


Há muito tempo, a obesidade e o sedentarismo são associados a um risco aumentado de câncer. Alguns estudos já demostraram a importância das mudanças no estilo de vida como fator benéfico no desfecho dos pacientes oncológicos. “Estes dois estudos, alinhados com esta proposta de mudança de hábitos de vida, demonstraram que o controle da obesidade e do estado inflamatório associado a ela, devem fazer parte da estratégia global da assistência aos pacientes com câncer. Os inibidores de GLP-1, se apresentam como mais uma importante ferramenta no tratamento oncológico”, pondera o médico especializado em câncer gastrointestinal Alexandre Palladino, da Oncologia D’Or.


 
 
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