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Relação entre hormônios e risco cardíaco preocupa especialistas

  • 21 de mai.
  • 2 min de leitura
Foto: Magnific.
Foto: Magnific.

Principal fator de risco para doenças cardíacas no Brasil, a hipertensão é ainda mais silenciosa nas mulheres, evoluindo de forma oculta durante as transições hormonais. Condições como menopausa, estresse, sedentarismo, noites mal dormidas e alterações metabólicas afetam diretamente a saúde do coração, dificultando um diagnóstico precoce e preciso.


Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a queda de estrogênio e as transformações corporais da pós-menopausa fazem com que cerca de 60% das mulheres desenvolvam hipertensão. Esse cenário é reforçado por um estudo da Revista Brasileira de Medicina, que aponta um aumento expressivo na pressão arterial de mulheres após os 50 anos, igualando ou até ultrapassando as taxas registradas entre os homens da mesma idade.


A cardiologista do Núcleo TB, Carolina Thé, alerta que a hipertensão costuma evoluir sem sintomas evidentes, o que aumenta o risco de complicações como infarto, AVC, insuficiência cardíaca e comprometimento renal. Em muitos casos, sinais como dores de cabeça frequentes, fadiga, palpitações e tonturas acabam associados apenas ao desgaste da rotina.


“Durante muitos anos, a saúde cardiovascular da mulher foi associada apenas ao envelhecimento, mas hoje sabemos que fatores hormonais, emocionais e metabólicos têm impacto direto no risco de hipertensão e outras doenças cardíacas. A menopausa, por exemplo, provoca mudanças importantes no organismo que favorecem o aumento da pressão arterial”, explica Carolina Thé.


A especialista destaca ainda que a hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na maioria das vezes, não apresenta sintomas claros. “Muitas mulheres só descobrem alterações importantes após exames de rotina ou quando já existe alguma complicação cardiovascular. Por isso, o acompanhamento regular é fundamental para identificar fatores de risco precocemente e prevenir danos futuros”, completa.


Além do acompanhamento médico periódico, Carolina recomenda medidas preventivas como prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse, qualidade do sono e monitoramento frequente da pressão arterial.

 
 
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