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Recôncavo baiano recebe 1ª Caravana da Citricultura promovida pela Adab

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Referência nacional na produção de laranjas e de limão Tahiti (lima ácida), o Recôncavo Baiano recebe a 1ª Caravana da Citricultura entre 8 e 12 de junho. Realizada pela Adab, a ação tem um objetivo claro: proteger os pomares da região contra ameaças sanitárias que colocam em risco a economia local. Como a maioria da produção vem da agricultura familiar, a iniciativa é fundamental para garantir o sustento das famílias e o potencial de vendas do território.


A consolidação desta nova etapa no Recôncavo Baiano sucede o êxito da primeira edição da Caravana Fitossanitária, realizada nas regiões do Litoral Norte e Agreste. Naquela etapa, a iniciativa mobilizou municípios como Alagoinhas e Inhambupe, integrando comunidades rurais e estreitando os laços entre a Adab e os pequenos produtores. Vale destacar que o Litoral Norte e o Recôncavo constituem os maiores polos de citricultura da Bahia, atualmente o quarto maior produtor nacional de citros.


Impulsionadas pelos excelentes resultados da primeira etapa, as equipes técnicas expandem o circuito para os municípios de Varzedo, Santo Antônio de Jesus, Sapeaçu, São Felipe, Castro Alves, Conceição do Almeida, Cruz das Almas, Muritiba, Governador Mangabeira e Cabaceiras do Paraguaçu. O objetivo central do roteiro é disseminar informações práticas sobre o Cancro Cítrico e o HLB (greening), abordando seus sintomas, formas de contágio, manejo e impactos econômicos. A iniciativa busca prevenir a introdução do greening na Bahia, ameaça que poderia causar severos prejuízos socioeconômicos à cadeia produtiva local ao longo dos anos.


O cancro cítrico e o HLB (greening) comprometem severamente a produtividade dos pomares, depreciam o valor comercial dos frutos e levam à morte progressiva das plantas. A introdução e disseminação dessas doenças não afetam apenas a produção agrícola, mas desencadeiam efeitos em cadeia em toda a citricultura. A perda do status de área livre representa risco direto à competitividade do estado, com impactos na comercialização, restrições fitossanitárias e aumento dos custos de produção.


Além disso, os prejuízos extrapolam o campo produtivo: reduzem a oferta de empregos, enfraquecem a economia local e comprometem a geração de renda em toda a cadeia produtiva, desde o produtor até o setor de transporte, beneficiamento e comércio. Nesse contexto, a conscientização dos produtores, viveiristas e demais atores do setor se configura como a primeira e mais importante linha de defesa, sendo essencial para a prevenção, detecção precoce e contenção dessas doenças. As atividades serão direcionadas a toda a cadeia citrícola local: desde os agricultores familiares e responsáveis técnicos até engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, técnicos em agropecuária, transportadores e comerciantes.


 A estratégia busca criar uma rede de vigilância participativa, onde cada agente se torna capaz de identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita nos pomares. A realização da caravana é coordenada pelo Programa Fitossanitário dos Citros da Diretoria de Defesa Sanitária Vegetal (DDSV) e conta com o apoio institucional de cooperativas e empresas parceiras do setor privado. Essa união de esforços visa dar continuidade ao trabalho preventivo no estado, garantindo a sustentabilidade, o potencial de expansão mapeado pelos centros de pesquisa locais e a excelência da fruticultura baiana.


 
 
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