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Quando a trajetória do professor vira lição

há 12 horas
3 min de leitura
Elvis Souza. Foto: Divulgação.
Elvis Souza. Foto: Divulgação.

No mês em que celebramos o Dia do Professor, em 15 de outubro, a Ages, integrante da Ânima Educação, o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, traz exemplos reais de que a educação pode transformar trajetórias e ajudar a superar desafios. É o caso de Elvis Souza, coordenador acadêmico do campus Paripiranga e docente de Enfermagem. Antes de integrar o time de professores da instituição, ele esteve entre os estudantes bolsistas.


Essa história começou no antigo Colégio de Aplicação, mantido pela Ages e posteriormente denominado Colégio Integrado Ages, onde permaneceu até o segundo ano do Ensino Médio. Ele lembra que na época a escola tinha o lema “educação para a vida” estampado nas camisas. “É esse ponto que eu pactuo até hoje. A educação é a principal arma de transformação, a principal ferramenta para a construção daquilo que sonhamos e almejamos no sentido da equidade e da promoção de direitos”, conta.


Quando chegou o momento de disputar uma vaga no Ensino Superior, Elvis conquistou algumas aprovações. Dentre elas, optou por estudar Enfermagem na Ages, pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). “A Enfermagem é uma profissão que, desde o meu Ensino Médio, sempre me encantou. E foi por estímulo de uma professora, nas suas aulas de Biologia. Ela nos levava para as práticas em laboratório, eu me engajava, e foi através desse entendimento de gente que cuida de gente que eu decidi fazer Enfermagem”.


Durante a graduação, ele encontrou inspirações para seguir a carreira de professor. Para Elvis, o principal papel de quem ensina é sensibilizar e provocar mudanças por meio da educação. “A educação abre portas, abre caminhos! A educação transformou a minha vida, transformou a minha região, transformou a minha família”.


A trajetória de Crismilla Silva é mais um exemplo do impacto positivo que a educação proporciona. Desde 2019, ela leciona no curso de Licenciatura em Educação Física, na Ages Senhor do Bonfim. “Sempre gostei de ensinar, mas principalmente de aprender com as pessoas. Para mim, ser professora nunca foi apenas transmitir conhecimento. É estar aberta à escuta. Muitas vezes entramos em uma sala acreditando que vamos ensinar e saímos percebendo que também fomos ensinados. Como Paulo Freire nos provoca a pensar, o conhecimento não é algo que simplesmente depositamos no outro. Ele é construído na relação, no diálogo e na experiência”, reflete.


Crismila gosta de dizer que não apenas "é", mas "está" professora, visto que que continua aprendendo e se formando todos os dias. Ao longo dos anos, ela se aproximou de outras áreas e se graduou também em Ciências Biológicas. Hoje, além da docência, atua em projetos de extensão, como o Ânima Plurais, que busca fortalecer uma educação comprometida com diversidade, inclusão, equidade e respeito às diferenças. “Na prática, desenvolvemos formações e letramentos para docentes e coordenação, ações de formação e sensibilização com as equipes administrativas, eventos e discussões sobre diversidade e inclusão”, frisa.


Ela também destaca que essas discussões não ficam restritas a campanhas ou datas comemorativas, são levadas para dentro do currículo: “A ideia é que diversidade e inclusão façam parte da formação profissional e humana, porque formar um profissional também é formar alguém para viver e atuar em uma sociedade diversa”.


Outro ponto que Crismilla considera fundamental é o papel do professor na construção de uma sociedade mais crítica, democrática, inclusiva e humana. “Educar não é apenas ensinar um conteúdo. É possibilitar que o estudante compreenda a realidade, questione aquilo que parece natural e perceba que também pode participar da transformação do mundo. Inclusive, esse é um dos propósitos que dialogam com o Ecossistema Ânima e com a Ages: transformar o país por meio da educação”, acrescenta.



 
 
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