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Pesquisa revela realidade do uso de ferramentas digitais para formação de profissionais da saúde no Brasil

  • há 1 hora
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Estudo indica que 83% das escolas afirmam possuírem professores parcial ou totalmente preparados para a inclusão de tecnologias na educação médica. Foto: divulgação.
Estudo indica que 83% das escolas afirmam possuírem professores parcial ou totalmente preparados para a inclusão de tecnologias na educação médica. Foto: divulgação.

A formação de médicos tecnologicamente letrados depende diretamente da capacitação docente para integrar ferramentas digitais ao currículo. Segundo levantamento da Wolters Kluwer Health com coordenadores pedagógicos, essa realidade já é vivenciada por 83% das instituições de ensino médico no Brasil. A “Pesquisa sobre os desafios e abordagens para a formação médica de qualidade em tempos de saúde digital no Brasil” contou com a participação de coordenadores de 72 instituições que oferecem com o curso de medicina de todas as regiões do país, englobando públicas e privadas, diferentes portes e modelos de gestão, e aponta a importância de ferramentas digitais, metodologias de ensino e Medicina Baseada em Evidências (MBE) para a formação da nova geração de profissionais da saúde.


De acordo com a Head de Estratégia para Mercados Internacionais da Wolters Kluwer Health, Natália Cabrini, o desenvolvimento de competências informacionais e a adoção de ferramentas de suporte à decisão clínica ocupam um papel fundamental no processo de ensino. “Hoje, exige-se não apenas acesso a recursos digitais de qualidade, mas também a sua integração efetiva às rotinas pedagógicas e assistenciais”, explica.


Do total dos participantes, 83,3% dos coordenadores indicaram que os professores de seus cursos estão parcial (63,9%) ou totalmente (19,4%) preparados para a inclusão de tecnologias no ensino. Para a executiva, embora ainda existam lacunas nessa inserção, as escolas devem oferecer as condições adequadas para docentes e alunos nessa realidade digital. “O papel das instituições de ensino superior é decisivo para garantir que a formação médica acompanhe as necessidades reais do sistema de saúde, especialmente no que diz respeito à integração de tecnologias e à adoção de abordagens baseadas em evidências. Por isso, é essencial que, cada vez mais, o corpo docente esteja preparado para a inclusão de recursos digitais na educação médica”, afirma Natália.


Quando questionados sobre quais tecnologias são utilizadas em suas instituições, os dois tipos mais empregados pelos respondentes são a simulação médica (86,1%) e as plataformas de conhecimento clínico baseadas em evidências (75%). Os resultados incluem, ainda, menções a aplicativos para educação interativa e ferramentas de realidade virtual. O amplo acesso a bases de conteúdo de MBE também é observado quando os coordenadores indicam as principais ferramentas digitais adotadas pelos estudantes. Os livros digitais são os instrumentos de apoio mais acessados (93,1%), seguidos pelas bases de dados científicas, representando uma difusão massiva da ferramenta de medicina baseada em evidências aos estudantes em 80,6% das instituições participantes.


Importância das metodologias de ensino - Outro ponto avaliado pela pesquisa da Wolters Kluwer foi a questão das metodologias de ensino utilizadas pelas escolas de medicina, fator fundamental para garantir a formação de profissionais de saúde capazes de atuar de maneira eficaz e ética no mercado de trabalho. Entre as 72 instituições participantes, os métodos mais adotados são os ensinos baseados em problemas e simulação, além do expositivo tradicional e de metodologias ativas.


Este último foi apontado por 77,8% dos coordenadores como o mais utilizado nos cursos de medicina. Na sequência, 59,7% das instituições adotam o ensino baseado em problemas. A simulação está presente em 51,4% das escolas, enquanto o método expositivo tradicional é empregado em 50% delas. Para Natália, esse resultado é um indicativo da preparação completa que os alunos vêm recebendo. “Esses dados retratam a dinâmica atual do ensino nos cursos de medicina, que vêm priorizando tanto a prática em ambientes reais de atendimento quanto o estudo teórico de casos para o desenvolvimento das habilidades clínicas dos profissionais da saúde em formação”, pontua.

 
 
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