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Outubro Rosa reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama

há 11 horas
2 min de leitura
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Outubro Rosa reforça, todos os anos, a importância da prevenção, do acompanhamento médico e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A doença é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, sem considerar os tumores de pele não melanoma. Para o triênio de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no país, o equivalente a aproximadamente 30% dos casos de câncer entre mulheres.


De acordo com o mastologista do Itaigara Memorial, Daniel Cendon, a campanha é uma oportunidade para reforçar que o cuidado com a saúde das mamas deve fazer parte da rotina. “O câncer de mama não tem uma causa única e existem fatores que não podem ser modificados, como a idade e algumas características genéticas. Por outro lado, existem hábitos que podem contribuir para reduzir o risco, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, controlar o peso corporal e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A informação também é uma ferramenta importante, porque permite que a mulher reconheça alterações e procure atendimento quando necessário”, explica.


Entre os principais fatores associados ao aumento do risco estão a idade, fatores hormonais e reprodutivos, histórico familiar e alterações genéticas, além de fatores comportamentais e ambientais, como o consumo de álcool, o excesso de peso e a inatividade física. Segundo o INCA, cerca de quatro em cada cinco casos de câncer de mama ocorrem após os 50 anos.


A prevenção também passa pela adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de atividade física, a manutenção do peso corporal adequado, uma alimentação equilibrada e a redução ou eliminação do consumo de bebidas alcoólicas. A amamentação também é considerada um fator de proteção.


Mamografia e diagnóstico precoce - A mamografia é um dos principais exames utilizados para o rastreamento do câncer de mama. De acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde, mulheres entre 50 e 74 anos devem realizar o exame a cada dois anos, quando não apresentam sinais ou sintomas e estão dentro do grupo de risco habitual. Entre 40 e 49 anos, a mamografia também pode ser realizada pelo SUS, conforme avaliação médica ou solicitação da paciente. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda a realização anual da mamografia dos 40 aos 75 anos. Para mulheres com risco elevado, a estratégia de acompanhamento deve ser definida individualmente com a equipe de saúde.


“A mamografia tem um papel importante na identificação de alterações que podem não ser percebidas apenas pela observação ou pelo toque. O acompanhamento deve considerar a idade, o histórico familiar, os fatores de risco e as características individuais de cada paciente”, orienta o mastologista.


Além do rastreamento, a atenção aos sinais do próprio corpo é importante. Nódulo endurecido ou fixo na mama, alteração no formato do mamilo, retração da pele, secreção sanguinolenta unilateral, alterações na pele com aspecto de “casca de laranja”, lesões que não melhoram e presença de caroços na axila estão entre os sinais que precisam de avaliação médica.


“Nem toda alteração na mama significa câncer, mas qualquer mudança persistente ou diferente do habitual deve ser avaliada. Quanto antes uma alteração suspeita for investigada, maiores são as possibilidades de identificar a doença em uma fase inicial e definir o tratamento adequado”, afirma Daniel Cendon.


 
 
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