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O protagonismo das mães no empreendedorismo

  • 10 de mai.
  • 2 min de leitura
Cleide Oliveira - Incubadora Porto Sul. Foto: Arquivo pessoal.
Cleide Oliveira - Incubadora Porto Sul. Foto: Arquivo pessoal.

Nas regiões influenciadas pelo Projeto Integrado Pedra de Ferro, o apoio da BAMIN tem sido fundamental para impulsionar o empreendedorismo feminino e criar novas fontes de renda para mães no interior baiano. Um exemplo marcante é o de Edilene Alves, 37 anos, moradora de Caetité. Casada e mãe de três filhos, ela viu na Coopercicli o caminho para transformar sua realidade e assegurar um futuro digno para sua família. Apoiada pelo Projeto Circuito do Lixo da BAMIN, a Coopercicli é formada por 39 cooperados e atua há 17 anos na coleta, triagem e comercialização de resíduos sólidos, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e sustentabilidade no sertão baiano.


Edilene entrou para a cooperativa em 2010, depois de anos trabalhando como diarista em casas de família. Foi presidente da entidade por dois mandatos seguidos, representando todos os cooperados com muita dedicação. Sempre buscando a melhoria para todos, era admirada pela força de vontade e determinação. Atualmente integra o Conselho Fiscal da cooperativa que a ajudou a mudar de profissão, dando-lhe também melhores perspectivas. Com o novo trabalho, voltou a estudar e concluiu o ensino médio, algo que parecia distante.


Até entrar na cooperativa, Edilene enfrentou dificuldades. “Hoje, meus filhos têm alimentação à mesa completa. Antes era mais difícil, com muita dificuldade, chegamos a passar fome”, lembra. A renda conquistada, somada à do esposo, ajudou a garantir dignidade no dia a dia da família. Uma das conquistas mais simbólicas veio com o tempo. “Meu filho mais velho, quando completou 10 anos, me pediu uma bicicleta, mas eu não tinha. Graças ao trabalho na Coopercicli consegui me organizar para dar de presente no aniversário de 13 anos. Ele tem essa bicicleta até hoje”, recorda orgulhosa.


A estabilidade financeira também trouxe segurança habitacional. A família deixou o aluguel e conquistou a casa própria por meio do programa Minha Casa Minha Vida, viabilizada pela renda obtida na cooperativa. Segundo Edilene, a chegada do Circuito do Lixo facilitou. “Com a entrada da Coopercicli no projeto da BAMIN tudo melhorou”, resume.


Os planos para o futuro refletem uma realidade mais estável e cheia de possibilidades. Edilene pretende comprar um carro e iniciar uma faculdade em Segurança do Trabalho nos próximos anos. “A Coopercicli hoje representa dignidade, força, esperança para a vida de minha família”, conclui.


 
 
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