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Novas diretrizes indicam alimentos específicos contra prisão de ventre


A British Dietetic Association atualizou suas diretrizes oficiais para o tratamento da constipação crônica, trazendo mudanças significativas na forma como o problema deve ser abordado. O novo guia abandona recomendações genéricas sobre aumento de fibras e passa a indicar alimentos e suplementos com eficácia comprovada por evidências científicas robustas.


As novas orientações foram elaboradas com base na análise de 75 ensaios clínicos, que avaliaram diferentes estratégias nutricionais para o combate à prisão de ventre. Entre os alimentos com maior respaldo científico estão o kiwi, o psyllium e o pão de centeio, apontados como opções eficazes para melhorar o funcionamento intestinal de forma segura.


Segundo a associação, o kiwi demonstrou benefícios consistentes na frequência e na qualidade das evacuações, além de boa tolerabilidade. O psyllium, uma fibra solúvel amplamente utilizada como suplemento, mostrou eficácia superior a outras fibras em estudos clínicos. Já o pão de centeio apresentou resultados positivos na regulação do trânsito intestinal, especialmente quando comparado ao pão branco tradicional.


As diretrizes ressaltam que nem todas as fibras produzem os mesmos efeitos no organismo, o que motivou a revisão das recomendações. A abordagem anterior, baseada apenas no aumento genérico do consumo de fibras, nem sempre resultava em melhora dos sintomas e, em alguns casos, poderia causar desconforto abdominal.


Especialistas destacam que a constipação crônica afeta significativamente a qualidade de vida e pode estar associada a hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e baixa ingestão de líquidos. A atualização das diretrizes oferece uma orientação mais precisa para profissionais de saúde e pacientes, baseada em evidências científicas consolidadas.


A British Dietetic Association reforça que mudanças alimentares devem ser feitas de forma gradual e, preferencialmente, com acompanhamento profissional. As novas recomendações representam um avanço na abordagem nutricional da prisão de ventre, promovendo intervenções mais eficazes e personalizadas para o cuidado intestinal.




 
 
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