top of page

Neurônios não morrem: estudo americano reaviva esperança em tratamentos para Alzheimer e Parkinson


Cientistas nos Estados Unidos publicaram uma pesquisa que desafia uma crença antiga: ao contrário do que se pensava, neurônios podem persistir por mais tempo do que estimado em doenças neurodegenerativas. O estudo indica que células cerebrais mantêm funções em estágios iniciais de Alzheimer e Parkinson, o que abre caminhos para terapias regenerativas.



Ao analisar cérebros de pacientes que morreram com essas doenças, os pesquisadores encontraram sinais de neuroplasticidade: estruturas sinápticas ativas e sinais metabólicos em neurônios que se julgavam “mortos”. Isso sugere que células ainda vivas possam ser reativadas.


Os autores defendem que tratamentos futuros poderão focar em preservar e reativar neurônios “adormecidos”, em vez de simplesmente tentar frear a degeneração. Estratégias com células-tronco, neurotrofinas e reabilitação cognitiva ganham novo fôlego.


Eles também alertam que a progressão clínica e os sintomas dependem não só da morte celular, mas da desconexão sináptica. Se essa reconexão for estimulada, há chance de recuperação parcial ou retardamento da evolução.


Para viabilizar isso em humanos, ainda há muitos desafios: entrega de drogas ao cérebro, segurança, testes clínicos e custo. O estudo é promissor, mas não significa cura imediata.


De qualquer forma, o novo paradigma estimula investimentos em neurociência e oferece esperança para pacientes, cuidadores e pesquisa nacional.



bottom of page