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Musical infantil “Ombela – A Origem das Chuvas” chega a Salvador em outubro

há 5 dias
2 min de leitura
Ombela. Foto: Lina Sumizono.
Ombela. Foto: Lina Sumizono.

A CAIXA Cultural Salvador recebe, nos dias 10, 11 e 12 de outubro, o musical infantil “Ombela – A Origem das Chuvas”, com direção artística de Arlindo Lopes. As apresentações acontecem na unidade da Rua Carlos Gomes, em Salvador, com sessões às 11h e 17h. No dia 10, às 17h, haverá sessão com acessibilidade em Libras. A programação inclui ainda uma oficina cultural nos dias 8 e 9 de outubro, às 14h.


Livremente adaptado do livro homônimo do escritor angolano Ondjaki, o espetáculo conta a história de Ombela, uma pequena deusa africana que começa a questionar a origem de suas lágrimas. Ao conversar com o pai, descobre que suas emoções têm relação com a formação das águas, dos rios e dos mares.


Curiosa diante da descoberta, Ombela parte em uma jornada entre o Orum e o Ayê, céu e terra em iorubá. Ao lado de sua inseparável amiga rã, encontra divindades africanas e passa a compreender a importância da chuva, dos sentimentos e da relação entre os seres humanos e a natureza.


Vencedor de nove Prêmios CBTIJ – Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude, “Ombela – A Origem das Chuvas” tem adaptação teatral de Mariana Jaspe e Ricardo Gomes, direção artística e direção de produção de Arlindo Lopes e pesquisa de Vilma Piedade.


A montagem utiliza música ao vivo, dança, teatro, bonecos, máscaras e elementos da cultura africana para apresentar ao público infantil referências da mitologia Umbundu. Quatro atrizes e dois atores conduzem a história ao lado de bonecos criados pelo artista visual Dante. “Em Ombela trazemos para o palco, através de um elenco extremamente talentoso, canções originais, bonecos, danças de matriz africana, máscaras de papel machê e adereços de arame, para apresentar um potente e mágico universo africano”, afirma o diretor Arlindo Lopes.


A trilha sonora e a direção musical são assinadas por Maria Clara Valle e Jonas Hocherman Correa, com supervisão musical de Wladimir Pinheiro em 2026. As composições partem da relação entre a música brasileira e sua herança africana, com o tambor como elemento central. As letras das canções foram escritas por Ondjaki.


O elenco reúne Caroll Badon, Allira, H I A N E, Iris Ferreira, Gustavo Delayte e Lindomar Francisco. No palco, os artistas dividem a cena com as musicistas Geiza Carvalho, na percussão, Vanessa Machado, no violão de sete cordas, e Jeferson Souza, nas flautas.


Os figurinos de Tereza Nabuco têm como referência o continente africano e utilizam tecidos de origem africana. A direção de movimento e as coreografias de matriz africana são de Gleide Cambria, com supervisão coreográfica e coreografias de Carlotta Romanelli. O cenário é de Teca Fischinski, os bonecos são de Dante, a iluminação é de Paulo César Medeiros e os adereços e máscaras são assinados por Carol W.


A montagem tem idealização de Joana D’Aguiar, Maria Clara Valle, Arlindo Lopes e Jonas Hocherman, coprodução da Capitão Castanho Produções, parceria cultural do Sopro Escritório de Cultura e realização da Pássaro Azul Produções Culturais.


 
 
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