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Museu de Arte Contemporânea abre duas novas exposições e celebra três anos de trajetória com obras do acervo

3 de set.
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Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA) celebra três anos de trajetória com a abertura de duas novas exposições nesta quinta-feira (3), às 17h, no casarão histórico da instituição, na Graça. A programação reúne ADUPÉ: Aquisições MAC_BAHIA: 3 anos, que apresenta obras incorporadas à coleção do museu desde sua fundação, em 2023, e Frank Walter: Filosofia da Cor, primeira exposição institucional do artista no Brasil.


A mostra ADUPÉ reúne obras adquiridas pelo MAC_BAHIA ao longo de seus três primeiros anos e apresenta um recorte da formação de sua coleção. O título, uma expressão de agradecimento de origem nos terreiros de candomblé, faz referência à contribuição de diferentes agentes do sistema da arte para a construção do acervo.


Entre os critérios que orientam a mostra estão a ampliação da representatividade do acervo, com presença expressiva de artistas baianos, e a busca por maior equilíbrio entre obras de homens e de mulheres. A seleção também reforça o propósito de constituir uma coleção conectada ao contexto cultural de Salvador, reconhecida como um dos principais centros de produção artística contemporânea da diáspora africana no Brasil.



É nesse diálogo entre diferentes territórios e produções que o MAC_Bahia recebe Frank Walter: Filosofia da Cor. Com curadoria de Barbara Paca e Daniel Rangel, a exposição apresenta uma seleção da produção do artista Frank Walter (1926–2009), reunindo trabalhos que percorrem diferentes momentos de sua trajetória.


Nascido no Caribe, Walter desenvolveu uma produção que transita por paisagens, obras figurativas, autorretratos, cenas da vida social caribenha, representações de grupos que habitavam a região, além de pinturas abstratas e geométricas. Também estão presentes trabalhos relacionados a seres fantásticos e cenas mitológicas, revelando a construção de uma cosmologia própria.


As obras evidenciam a atenção do artista ao mundo natural e aos ambientes que o cercavam, ao mesmo tempo em que estabelecem relações entre pessoas, lugares e história. A escolha de Salvador para receber a exposição considera justamente as conexões entre a formação cultural da cidade, marcada pela presença da diáspora africana, e elementos presentes no universo artístico de Walter.


As duas exposições apresentam, assim, perspectivas distintas que se encontram no espaço do MAC_Bahia. De um lado, obras que passam a integrar o acervo da instituição e ajudam a contar a história de sua formação; de outro, a produção de um artista caribenho que chega pela primeira vez a uma exposição institucional no Brasil. A programação integra o calendário especial de três anos do museu, que reúne ainda outras ações ao longo de setembro.



 
 
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