Ministros das Finanças propõem plano para alavancar US$ 1,3 trilhão anuais em financiamento climático
- Cauã Costa
- 15 de out. de 2025
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Uma coalizão de 35 ministros das Finanças, sob a liderança do Brasil, apresentou um plano ambicioso para mobilizar até US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático destinado a ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O relatório, divulgado nesta terça-feira, propõe reformas estruturais em agências de crédito, bancos multilaterais e seguradoras com o objetivo de incentivar investimentos sustentáveis e reduzir riscos para países em desenvolvimento.
A proposta surge como parte das negociações preparatórias para a COP30, que será realizada em Belém (PA) em 2025. O plano defende uma nova arquitetura financeira global, baseada na inclusão de critérios climáticos nas políticas macroeconômicas, com foco em transparência, avaliação de riscos e redução de custos de financiamento verde.
Entre as medidas apresentadas estão:
Revisão dos ratings de crédito soberano, para incorporar fatores ambientais e de resiliência climática;
Ajuste em taxas de seguro e empréstimos para países vulneráveis a desastres naturais;
Ampliação do papel dos bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial e o BID, na concessão de crédito climático de longo prazo.
O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, destacou que o relatório reflete uma visão conjunta de que a transição ecológica exige instrumentos financeiros mais justos e acessíveis, especialmente para nações emergentes.
“O sistema atual penaliza quem mais precisa investir em sustentabilidade. Queremos corrigir isso, criando um modelo que combine responsabilidade fiscal com responsabilidade ambiental”, afirmou Haddad.
A iniciativa foi elogiada por organismos internacionais e deve servir como base para discussões na COP30, reforçando o protagonismo brasileiro nas negociações climáticas globais.





