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Mineração de criptomoedas se aproxima de energia limpa no Brasil devido a excedente renovável

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O Brasil tem atraído investidores de mineração de criptomoedas motivados pelo excedente de energia renovável no país. Com produção de energia eólica, solar e de biomassa avançando em vários estados, existe oferta de energia “solar ou excedente fora de pico” que pode ser utilizada para operações computacionais com menor custo.



Empresas como Tether e Renova Energia estão liderando iniciativas no país, com projetos de mineração de grande escala no estado da Bahia, utilizando eletricidade gerada a partir de cana-de-açúcar. A estratégia aproveita momentos em que a rede elétrica está ociosa, gerando receita extra para usinas renováveis.


No entanto, o cenário não é isento de desafios. A infraestrutura de transmissão é precária em regiões remotas, há lacunas regulatórias e riscos climáticos, especialmente em períodos de seca que reduzem produção hidrelétrica e sobrecarregam a rede.


Para equilibrar esse movimento, especialistas defendem marcos regulatórios claros para a energia eólica e solar destinada à mineração, além de integração com redes inteligentes (smart grids) e mecanismos de compensação energética.


Se bem executado, esse modelo poderá transformar parte da mineração em atividade “verde” no Brasil, gerando empregos tecnológicos e valorizando o setor renovável como insumo estratégico, não apenas consumidor.


A trajetória agora será testada: quem conseguir articular regulação, escala e sustentabilidade poderá consolidar o Brasil como referência em mineração de criptomoedas responsável.


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