Mercado de trabalho na Bahia atinge marca histórica de 3 milhões de vínculos em 2025
- 14 de mai.
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Com base nos dados da RAIS (Ministério do Trabalho e Emprego), processados pela SEI, a Bahia encerrou 2025 com 3.005.986 postos de trabalho formais. Desse total, o regime celetista predominou com 2.143.320 vínculos, enquanto o regime estatutário somou 862.666 ocupações. A Bahia registrou um salto de 9,7% no número de carteiras assinadas em doze meses. O acréscimo de 266.035 novos vínculos fez o total de empregos formais subir de 2,73 milhões (dezembro/2024) para a marca histórica de 3.005.986.
Com mais de 3 milhões de postos de trabalho, a Bahia mantém a liderança do mercado formal nordestino. Pernambuco e Ceará ocupam o segundo e terceiro lugares, respectivamente, ambos na casa dos 2 milhões de vínculos. Os demais estados da região — Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí e Sergipe — apresentam estoques que variam entre 1 milhão e 500 mil vínculos ativos.
A estrutura ocupacional baiana em 2025, dividida pelos cinco grandes grupamentos econômicos, revelou uma forte predominância do setor terciário. O estoque de empregos foi encabeçado por Serviços (1,88 milhão), seguido por Comércio e Reparação (500,4 mil), Indústria (320,5 mil), Construção (167 mil) e o setor de Agropecuária e Pesca (128,1 mil), restando quatro registros sem alocação específica.
Na Bahia, a remuneração real média em dezembro de 2025 foi de R$ 3.647,44 e correspondeu a cerca de 82,3% da remuneração média do trabalhador brasileiro, que foi de R$ 4.434,38 no mesmo período. Em relação a dezembro de 2024, quando a remuneração real média no estado havia sido R$ 3.695,63, houve um recuo aproximado de 1,3%, o que representou R$ 48,18 a menos em um ano.
Em 2025, na Bahia, havia 237.772 estabelecimentos com vínculos, um aumento de 3,5% (ou mais 8.113 estabelecimentos) em relação ao verificado em 2024, quando havia 229.659 estabelecimentos. Dessa forma, em 2025, a Bahia detinha o maior número de estabelecimentos com vínculos da região nordestina e o sétimo maior do país.


