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Mapeamento em Ibicoara visa organizar e expandir a produção de mangaba

  • 14 de mai.
  • 2 min de leitura
Foto: TiagoDantas/Seagri-BA.
Foto: TiagoDantas/Seagri-BA.

Sob a coordenação da Seagri e em parceria com a Flem, teve início na última terça-feira (12) uma expedição técnica no município de Ibicoara. O projeto busca o mapeamento de áreas nativas de mangaba e o fortalecimento de sua cadeia produtiva na Chapada Diamantina. A ação é reforçada pela colaboração da Embrapa e da instância municipal de agricultura, focando no desenvolvimento socioeconômico dos produtores locais.


A mangaba, símbolo da biodiversidade e cultura da Chapada, está na mira de agricultores e extrativistas para a exploração comercial. De acordo com Paulo Sergio Ramos, gerente-adjunto da Flem, o mapeamento em curso busca organizar essa produção: "O foco é garantir que o setor rural explore a fruta com sustentabilidade e rentabilidade nos próximos anos".


"A questão é organizar a comunidade e trazer infraestrutura e recursos para as coisas avançarem", aponta o empreendedor rural Paulo Gonzaga. Para ele, a abundância da fruta na região é o ponto de partida, e o desafio está em estruturar o setor para transformar a mangaba em negócio.

Um dos caminhos apontados pela expedição é o processamento agroindustrial. O diretor de políticas agrícolas de Ibicoara, Neto Rocha, alerta que a mangaba não se conserva para transporte de longa distância in natura. "O processamento é uma alternativa para garantir maior durabilidade do fruto e agregar valor à produção", diz.


Para o pesquisador Josué Francisco Junior, da Embrapa Pernambuco, a mangaba tem relevância econômica e cultural na Chapada Diamantina. Ele ressalta que a demanda pelo resgate da espécie parte dos próprios produtores e extrativistas locais. A Bahia é um dos estados com maior ocorrência natural de mangabeiras, sobretudo no litoral e em áreas de transição entre Mata Atlântica e Caatinga, onde o extrativismo ainda sustenta milhares de famílias. No entanto, a produção real costuma ficar subestimada em razão da informalidade e da dificuldade de mensuração em áreas de mata nativa. 


 
 
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