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Lei oficializa Festa de Olojá no calendário cultural de Salvador


Foi sancionada a Lei nº 9.892/2025, que institui oficialmente a Festa de Olojá – Senhor do Mercado no calendário cultural de Salvador, consolidando a celebração como uma das festas populares da capital baiana. A medida representa um marco simbólico e institucional ao reconhecer formalmente uma manifestação tradicional dedicada a Exu, figura central das religiões de matriz africana. A oficialização reforça o compromisso do poder público com a valorização da diversidade cultural e religiosa presente na formação histórica da cidade.

A Festa de Olojá é tradicionalmente realizada no Centro Histórico de Salvador, especialmente na região do Mercado de São Miguel e adjacências, locais historicamente associados às trocas comerciais, culturais e simbólicas da cidade. Exu, celebrado como Olojá, o senhor do mercado, representa movimento, comunicação e prosperidade, elementos profundamente ligados à dinâmica urbana e social de Salvador. A inclusão da festa no calendário oficial reconhece essa conexão entre cultura, território e espiritualidade afro-brasileira.

A sanção da lei é vista por lideranças religiosas, culturais e pesquisadores como um avanço importante no combate à intolerância religiosa e no fortalecimento das tradições de matriz africana. Ao reconhecer oficialmente a Festa de Olojá, o município reafirma a importância do candomblé, da umbanda e de outras expressões afro-religiosas como patrimônios vivos da cidade. A medida também amplia a visibilidade da celebração, contribuindo para sua preservação e continuidade ao longo das gerações.

Além do aspecto simbólico, a oficialização da festa pode gerar impactos positivos no campo cultural e turístico. Eventos reconhecidos no calendário oficial tendem a receber maior apoio institucional, além de atrair visitantes interessados em manifestações culturais autênticas e ligadas à identidade local. A Festa de Olojá passa a integrar o conjunto de celebrações que fortalecem o Centro Histórico como espaço de memória, resistência e produção cultural.

O texto da lei destaca o caráter cultural, religioso e histórico da celebração, respeitando a diversidade de crenças e assegurando a liberdade religiosa. Especialistas apontam que iniciativas como essa contribuem para ampliar o debate público sobre a importância das tradições afrodescendentes na construção da sociedade brasileira, especialmente em uma cidade como Salvador, marcada pela forte presença da cultura africana e afro-brasileira em seu cotidiano.

Com a oficialização, a Festa de Olojá – Senhor do Mercado passa a ocupar lugar permanente no calendário cultural de Salvador, consolidando-se como expressão legítima da cultura popular da cidade. A expectativa é que o reconhecimento fortaleça ações educativas, culturais e de preservação, reafirmando Salvador como referência nacional na valorização das tradições de matriz africana e no respeito à diversidade cultural e religiosa.


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