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Integração de dados é o maior desafio dasegurança pública no Brasil, dizem especialistas

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Mesmo com o avanço de câmeras inteligentes, reconhecimento facial e sistemas de monitoramento em tempo real, a dificuldade de integrar informações entre polícias, guardas municipais, sistema prisional e Judiciário ainda é apontada como o principal gargalo da segurança pública brasileira.


Especialistas defendem que o problema não está apenas na coleta de dados, mas na capacidade de compartilhá-los de forma rápida e eficiente entre diferentes instituições. Nesse cenário, empresas de tecnologia passaram a ocupar um papel estratégico no desenvolvimento de soluções de integração, reduzindo o tempo de resposta das forças de segurança.


Para apresentar as novidades do setor, a IPQ Tecnologia participa da COP Internacional, principal plataforma latino-americana dedicada à Segurança Pública e à Atividade Policial, que começa amanhã (11) e segue até quinta-feira (13), em São Paulo. O evento reúne governos, forças de segurança, indústria e formuladores de políticas públicas.


Entre as soluções que serão apresentadas pela IPQ estão o Tático, plataforma de segurança pública já utilizado por diversos estados, e o Projeto Arcanjo, que consiste num sistema de monitoramento de alto desempenho baseado em estações inteligentes de segurança.


No Arcanjo, as estruturas possuem entre 3 e 4,5 metros de altura e podem ser equipadas com até cinco câmeras de última geração, com recursos de reconhecimento facial, leitura de placas (OCR), análise comportamental e de contexto, além de zoom óptico com alcance superior a um quilômetro.


Para o COO de Operações do Grupo IPQ, Heitor Galvão, o principal diferencial da solução está na integração direta com as Secretarias de Segurança Pública. “Diferentemente do modelo convencional, em que as imagens são disponibilizadas apenas após a ocorrência de incidentes, o Arcanjo permite transmissão em tempo real (live view) e com diversos analíticos embarcados, garantindo uma resposta mais rápida e eficiente das forças policiais”, afirma.


A expectativa da empresa é implantar 700 postes inteligentes em Salvador até o final deste ano. Para atender à demanda crescente em outras regiões do país, a IPQ já adquiriu insumos para a fabricação de mais 2 mil novas unidades e tem previsto, no seu plano de negócios, a parceria com outras empresas privadas do segmento.


De acordo com a empresa, a parceria com a iniciativa privada ajuda a superar limitações técnicas e de licenciamento enfrentadas pelos órgãos públicos para processar grandes volumes de dados. O modelo prevê o fornecimento gratuito do software de visualização, com licenças ilimitadas para as secretarias de segurança.


Com atuação nacional e internacional, a IPQ desenvolve soluções de Tecnologia da Informação voltadas para segurança pública, ambientes de alta segurança, cidades inteligentes e segurança colaborativa. A empresa também opera em áreas como infraestrutura logística, rodovias, portos, aeroportos, indústrias, educação, saúde, estádios e grandes eventos.


 
 
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