Inovação Corporativa 2026 reúne lideranças empresariais para debater adoção de IA nos negócios

A inteligência artificial já começou a fazer parte da rotina de muitas empresas. O desafio agora é outro: entender onde ela realmente gera valor, o que vale a pena implementar e como transformar seu uso em resultado para o negócio. É a partir dessa discussão que Salvador recebe, nos dias 26 e 27 de outubro, a terceira edição do Inovação Corporativa 2026, uma das principais agendas de inovação corporativa da região, promovida pela LightHouse. A expectativa é reunir no Auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), no Stiep, cerca de 220 executivos, gestores, investidores, startups e entidades representativas dos setores produtivos para discutir os desafios de adoção de IA na Bahia. Interessados já podem se inscrever através da plataforma Sympla.
Com o tema “IA nos negócios: onde está o valor e como implementar”, o encontro foi estruturado para quem já precisa tomar decisões sobre o uso da inteligência artificial dentro das organizações. A proposta é sair da discussão genérica sobre tecnologia e aproximar o tema da realidade das empresas, com casos, experiências e debates sobre estratégia, produtividade, pessoas, liderança, governança, segurança, eficiência operacional e caminhos para viabilizar os investimentos.
No primeiro dia (26/10), a programação parte de uma pergunta central: onde a IA realmente gera valor e quando faz sentido implementá-la? No segundo (27/10), a discussão avança para a execução: como incorporar a IA aos processos, às decisões e à rotina das empresas de forma responsável, eficiente e orientada a resultados? A programação também prevê uma mesa dedicada aos desafios de competitividade dos setores produtivos da Bahia, reunindo representantes de entidades empresariais para discutir como a adoção da Inteligência Artificial pode contribuir para produtividade, qualificação profissional, modernização dos processos e desenvolvimento econômico.
Para Flavio Marinho, CEO da LightHouse, o encontro ajuda os empreendedores a avançarem da discussão sobre tendência para a aplicação concreta da tecnologia, onde a IA gera valor, quais decisões sua implementação exige e como transformar essas oportunidades em resultados empresariais. “O momento exige que as empresas deixem de olhar para a inteligência artificial apenas como uma tendência e passem a discutir como ela pode ser incorporada de forma estratégica. A transformação não acontece apenas na tecnologia, mas também na maneira como as pessoas trabalham, tomam decisões e criam soluções”, afirma. A mensagem para o empresário é direta: ter acesso à tecnologia deixou de ser o principal desafio. A questão passa a ser como escolher as aplicações certas, preparar a organização, estabelecer responsabilidades e medir se a iniciativa realmente produz valor.
Entre os nomes confirmados como palestrantes estão Bernardo Bonifácio, gestor de Projetos de Inovação e professor de pós-graduação em Inovação e Empreendedorismo; o empresário Guilherme Bellintani; Roberta Carneiro, advogada especialista em compliance, governança corporativa e sustentabilidade e coordenadora do Capítulo Bahia do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC); e Marcone Delano, gerente de Tecnologia da Informação do Sistema FIEB. A presença de profissionais com experiências distintas reforça um dos princípios do encontro: a adoção de IA não é uma decisão restrita à área de tecnologia. Ela envolve estratégia, operação, pessoas, riscos, investimentos e liderança.
Manuela Martinez, gerente de Relacionamento Sindical da FIEB, explica que empresas e profissionais ganham quando a tecnologia é bem aplicada aos negócios. “A inteligência artificial está mudando a dinâmica das empresas e criando novas demandas para profissionais e gestores. Mais do que acompanhar essa transformação, é preciso compreender seus impactos e preparar as equipes para utilizar essas ferramentas de maneira responsável e estratégica”, diz.
O Inovação Corporativa 2026 pretende aproximar essas diferentes dimensões e oferecer ao público uma visão mais clara sobre onde começar, quais cuidados considerar e como transformar o potencial da IA em capacidade real para o negócio.


