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Infarto pode se manifestar de formas diferentes em homens e mulheres

  • há 2 dias
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Infarto pode se manifestar de formas diferentes em homens e mulheres. Crédito: Freepik.
Infarto pode se manifestar de formas diferentes em homens e mulheres. Crédito: Freepik.

O infarto agudo do miocárdio permanece entre as principais causas de morte no mundo. O reconhecimento rápido dos sintomas e o atendimento imediato são determinantes para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir o risco de complicações. No entanto, estudos apontam que homens e mulheres nem sempre apresentam um infarto da mesma forma, o que pode contribuir para atrasos na procura por assistência médica, especialmente entre as mulheres.


Embora a dor ou pressão intensa no centro do peito continue sendo o sintoma mais importante em ambos os sexos, estudos mostram que mulheres apresentam, com maior frequência, manifestações consideradas menos típicas, como falta de ar, náuseas, vômitos, fadiga intensa, suor frio, tontura, dor nas costas, nos ombros, no pescoço ou na mandíbula. Em muitos casos, esses sintomas podem ocorrer com pouca ou nenhuma dor torácica, dificultando o reconhecimento do quadro.

"É importante desfazer a ideia de que as mulheres não sentem dor no peito durante um infarto. Elas também podem apresentar o sintoma, que continua sendo o mais comum. A diferença é que elas também têm probabilidade maior de manifestar sintomas adicionais ou menos específicos, o que pode levar tanto a própria paciente quanto os profissionais de saúde a atribuírem o quadro a outras causas", explica o cardiologista Jairo Lins Borges, médico consultor da Libbs.


Diversos fatores contribuem para as diferenças observadas entre homens e mulheres, incluindo aspectos biológicos, hormonais e diferenças na apresentação da doença arterial coronariana. Além disso, pesquisas indicam que as mulheres costumam procurar atendimento mais tardiamente após o início dos sintomas, o que pode comprometer o tempo até o diagnóstico e o início do tratamento. "O maior risco não está apenas na apresentação dos sintomas, mas no atraso para reconhecer que se trata de uma emergência médica. Qualquer dor ou desconforto persistente no peito, especialmente quando associado à falta de ar, suor intenso, náuseas ou mal-estar importante, deve motivar a procura imediata por atendimento médico de urgência", afirma o cardiologista.


Embora a doença cardiovascular costume se manifestar mais precocemente na população masculina, ela representa uma das principais causas de morte entre as mulheres, especialmente após a menopausa, quando ocorre redução do efeito protetor dos hormônios estrogênicos.


A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir a ocorrência de eventos cardiovasculares. Controle da pressão arterial, tratamento do diabetes e do colesterol elevado, abandono do tabagismo, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e manutenção do peso corporal estão entre as medidas recomendadas. "As doenças cardiovasculares ainda costumam ser percebidas como um problema predominantemente masculino, mas isso não corresponde à realidade. Mulheres também apresentam risco elevado, sobretudo na presença de fatores como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e histórico familiar. Conhecer os sintomas e procurar atendimento rapidamente pode fazer diferença no prognóstico", diz Borges.

 
 
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