Ilhéus recebe a estreia de “Visão do paraíso ou flagrantes da cordialidade brasileira”
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Com três sessões marcadas para o dia 14 de maio (quinta-feira), o Teatro Municipal de Ilhéus recebe a estreia de “Visão do paraíso ou flagrantes da cordialidade brasileira”. O espetáculo, fruto de uma pesquisa cênica sobre as violações contra povos indígenas registradas no Relatório Figueiredo, terá apresentações às 15h, 17h e 19h. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro a partir da manhã de terça-feira (12).
Integrante de uma trilogia do TPI voltada à luta indígena por direitos e territórios, esta obra é o segundo espetáculo concebido sob esse eixo, embora seja a terceira montagem do grupo. O conjunto é completado por O Visconde partido ao meio na Guerra do Açu e Borépeteĩ. Uno. Segundo o diretor Romualdo Lisboa, a peça é fruto de um ano de pesquisas sobre o Relatório Figueiredo. Elaborado em 1967 pelo procurador Jader de Figueiredo Correia, o documento expõe atrocidades como massacres, torturas e roubo de terras perpetrados por fazendeiros e agentes do próprio Estado.
“Quando esse relatório é redescoberto, em 2012, ele não só recupera uma parte silenciada da nossa história, como também reacende debates urgentes sobre memória, justiça e reparação no Brasil.”, destaca Lisboa. A dramaturgia é assinada por Marcio Marciano, fundador e diretor do Coletivo de Teatro Alfenim (PB), com encenação e direção de Romualdo Lisboa. O elenco reúne Tânia Barbosa, Elane Nascimento, Aldenor Garcia, Ely Isidro, Guilherme Pessoa, Pablo Lisboa e Thiago Navillon.
A trilha sonora original tem direção musical, arranjos e composições de Pablo Lisboa. Os cenários e dispositivos cênicos são de Shicó do Mamulengo, enquanto a cenografia digital e a projeção mapeada ficam a cargo de Ruan Lisboa. A estreia propõe ao público um encontro com a história e seus desdobramentos no presente, articulando teatro, memória e reflexão crítica.


