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IA ou realidade? Veja 6 dicas infalíveis para descobrir se um vídeo é falso


Com o avanço acelerado da inteligência artificial generativa, vídeos realistas criados por meio de deepfakes estão se tornando cada vez mais difíceis de identificar. As manipulações digitais, que usam algoritmos para imitar vozes, rostos e expressões humanas, estão sendo usadas tanto para entretenimento quanto para golpes e desinformação. Diante desse cenário, especialistas em segurança digital alertam: aprender a identificar conteúdos falsos é essencial para navegar com segurança na internet.


Segundo um relatório da Europol, o número de vídeos falsos detectados online cresceu mais de 900% nos últimos 12 meses, e a tendência é de que esse número continue aumentando. Esses vídeos, produzidos com IA, já foram usados em fraudes bancárias, campanhas políticas e até em golpes de extorsão, nos quais criminosos simulam a voz ou o rosto de pessoas conhecidas das vítimas.


De acordo com o Centro de Estudos em Cibercultura da USP, a combinação de inteligência artificial com softwares de edição acessíveis democratizou o uso de ferramentas de manipulação audiovisual. Hoje, qualquer pessoa com um smartphone e acesso à internet pode gerar um vídeo aparentemente real em questão de minutos.


Para ajudar a reconhecer essas produções falsas, especialistas indicam seis dicas infalíveis:


  1. Observe os olhos e o piscar: vídeos gerados por IA costumam ter piscadas raras ou artificiais, além de movimentos oculares pouco naturais.

  2. Note os lábios: o som nem sempre acompanha o movimento labial corretamente. Pequenos atrasos podem indicar edição.

  3. Repare na iluminação: reflexos incoerentes, sombras desalinhadas e brilho excessivo são sinais comuns de manipulação.

  4. Ouça o áudio: vozes criadas por IA tendem a ser monótonas, sem pausas ou variações naturais.

  5. Pesquise a origem: procure o vídeo em portais confiáveis e verifique se há versões originais em canais oficiais.

  6. Use ferramentas de verificação: sites como InVID, FakeNews Detector e o próprio Google Lens ajudam a confirmar se o conteúdo foi manipulado.


Para o perito em tecnologia e segurança da informação Carlos Ribeiro, o grande desafio está na rapidez com que esses conteúdos se espalham. “A IA está tornando o falso mais convincente que nunca. A responsabilidade de checar informações antes de compartilhar é hoje uma das maiores armas contra a desinformação”, afirma.


O alerta se intensifica em períodos eleitorais e de grande movimentação social, quando a circulação de vídeos falsos tende a crescer. Nesse contexto, o alfabetismo digital a capacidade de interpretar e validar conteúdos online é cada vez mais indispensável. “Aprender a duvidar é um ato de cidadania”, conclui o especialista.



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