Hospital Ortopédico do Estado da Bahia realiza segundo transplante osteocondral e amplia alternativas para lesões graves no joelho
- há 4 horas
- 2 min de leitura

O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, unidade pública administrada pelo Einstein, realizou seu segundo transplante osteocondral. O procedimento de alta complexidade foi feito no joelho de um paciente de apenas 20 anos, morador de Salvador, que sofreu um acidente de motocicleta e aguardou cerca de oito meses pela identificação de um enxerto compatível com as características anatômicas do seu joelho.
O transplante osteocondral consiste na substituição de uma área lesionada da articulação por um tecido ósseo e cartilaginoso proveniente de um banco de tecidos. Por isso, além da indicação clínica e da preparação do paciente, a realização da cirurgia depende da disponibilidade de um enxerto com tamanho e características adequados. Encontrar o tecido compatível é um dos principais desafios desse tipo de procedimento.
Embora a equipe do hospital já tenha realizado cirurgias semelhantes, cada transplante representa um desafio específico. “É uma cirurgia que exige planejamento e, principalmente, a disponibilidade de um enxerto que tenha as dimensões e as características necessárias para aquele paciente. A espera faz parte desse processo, porque não basta encontrar um tecido disponível: ele precisa ser compatível. Quando essa oportunidade surge, conseguimos oferecer ao paciente uma alternativa que pode fazer uma diferença importante em sua qualidade de vida”, explica Matheus Azi, médico ortopedista e gerente médico do hospital.
O transplante osteocondral é indicado principalmente para pacientes que apresentam lesões graves e localizadas da cartilagem e do osso, especialmente quando tratamentos convencionais não são suficientes para recuperar a função e aliviar os sintomas. O procedimento pode ser considerado principalmente em casos de traumas como acidentes, em que há perda significativa de tecido articular. A avaliação é individualizada e leva em conta fatores como a extensão e a localização da lesão, idade, condições clínicas e nível de atividade do paciente.


