Greenpeace aponta falhas em rastreabilidade de gado fornecido à JBS
- Cauã Costa
- 26 de set.
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Um levantamento recente conduzido pelo Greenpeace trouxe à tona indícios de fragilidades no sistema de rastreabilidade da cadeia pecuária brasileira. Entre 2018 e 2025, segundo a organização, mais de 1.200 cabeças de gado criadas em áreas localizadas dentro de terras indígenas foram transferidas para propriedades com documentação regular antes de seguirem para unidades de abate ligadas à JBS, uma das maiores exportadoras de proteína animal do mundo.
A prática, conhecida como “lavagem de gado”, ocorre quando animais de origem irregular são realocados para fazendas consideradas “limpas”, dificultando a identificação de violações socioambientais. O relatório aponta que a ausência de uma identificação individual unificada de bovinos no Brasil favorece esse tipo de manobra, comprometendo a transparência da cadeia produtiva.
Em nota, a JBS afirmou não reconhecer a comercialização de animais provenientes de áreas ilegais em suas plantas industriais e destacou que mantém políticas rigorosas de monitoramento e bloqueio de fornecedores que descumpram normas ambientais. Especialistas ressaltam que o episódio reacende o debate sobre a implementação de sistemas mais robustos de rastreamento e sobre a responsabilidade compartilhada entre frigoríficos, pecuaristas e autoridades públicas no combate ao desmatamento e às irregularidades fundiárias.




