Graviola e morango passarão a integrar levantamento do IBGE
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A partir de agosto, a graviola e o morango passarão a integrar a Produção Agrícola Municipal (PAM) 2026, divulgada pelo IBGE. A inclusão atende a um pedido da Seagri e de produtores locais, refletindo a força da graviola no Baixo Sul e o crescimento do morango na Chapada Diamantina e no Sudoeste do estado. O anúncio oficial ocorreu nesta quarta-feira (20), durante reunião entre a Seagri, o IBGE e lideranças do setor agropecuário baiano.
“O morango e a graviola são culturas que vêm crescendo bastante no estado, e os próprios produtores já reivindicavam essa inclusão no levantamento do IBGE. A Seagri formalizou a solicitação e, com esses dados, será possível acompanhar melhor o desenvolvimento dessas cadeias produtivas, subsidiando políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, à geração de emprego e renda e ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios e do estado”, destacou a assessora técnica da Seagri, Kátia Correia Lima.
Durante o encontro, também foram discutidas novas culturas que poderão ser incluídas futuramente na PAM, como a cenoura, além do aperfeiçoamento das fontes e da metodologia de coleta de dados da produção agrícola. “O IBGE realiza o levantamento e os ajustes metodológicos a partir das informações compartilhadas pelas instituições parceiras, como a Seagri. No caso da graviola, por exemplo, os dados da produção baiana são obtidos por meio de levantamentos da Adab (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia). Essa reunião teve como objetivo avaliar os dados disponíveis, discutir melhorias metodológicas e identificar novas demandas que possam ser incorporadas ao estudo”, explicou Luís Alberto Pacheco, da Supervisão de Agropecuária do IBGE na Bahia.
O coordenador de Contas Regionais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), João Paulo Caetano, ressaltou a importância da inclusão dessas culturas para a mensuração da economia estadual. “A graviola e o morango são culturas relevantes para a produção baiana, mas ainda não havia dados consolidados sobre sua contribuição econômica. Com a inclusão na PAM, será possível mensurar o valor da produção e da comercialização dessas culturas, fortalecendo os indicadores do PIB baiano”, pontuou.


