Governo defende pontos essenciais na regulação do streaming audiovisual
- Fernando Junior
- 16 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Representantes do Ministério da Cultura, da Agência Nacional do Cinema, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, da Liderança do Governo no Senado e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços se reuniram com o senador Eduardo Gomes, relator do projeto que trata da regulação dos serviços de streaming audiovisual, para defender diretrizes consideradas centrais para a consolidação do marco regulatório do setor.
A avaliação do governo é de que a regulação resulta de um debate acumulado ao longo de anos no Congresso Nacional e representa um passo decisivo para a modernização das políticas públicas do audiovisual, com foco na produção independente, na diversidade cultural, na segurança jurídica e na sustentabilidade econômica da cadeia produtiva.
Entre os pontos apresentados está a definição de uma alíquota unificada de 3% da Condecine para o streaming, com o objetivo de garantir isonomia entre serviços audiovisuais e preservar o principal mecanismo de financiamento do setor. Também foi defendida a exclusão de conteúdos gerados por usuários e daqueles sem remuneração direta, delimitando com precisão o alcance da legislação.
O governo reforçou ainda a importância da manutenção da Condecine-Remessa, considerada estratégica para compensar a predominância de títulos estrangeiros nos catálogos das plataformas, sem caracterizar bitributação. No campo do fomento, a posição é direcionar os recursos exclusivamente para obras brasileiras independentes, fortalecendo produtoras nacionais e mantendo os direitos patrimoniais no país.
Outro ponto destacado foi a defesa de uma cota mínima de 10% de obras brasileiras nos catálogos, sem a contabilização de produções próprias das plataformas, além da previsão de uma janela mínima de nove semanas entre o lançamento nos cinemas e a disponibilização em serviços sob demanda, medida adotada em outros países para proteger o circuito exibidor e a produção independente.





