Fast Track da UPA de Simões Filho reduz fila de espera de 4 horas para 20 minutos

Passados dois meses da implantação, o Fast Track da UPA de Simões Filho, unidade administrada pelo Instituto de Soluções Estratégicas em Gestão (ISEG), já mostra resultado acima da meta contratual. A modalidade de atendimento, iniciada em 15 de junho, reorganiza o fluxo assistencial para usuários classificados com menor gravidade clínica - as cores verde e azul do protocolo de classificação de risco, que, juntas, correspondem a mais de 80% de todos os atendimentos realizados na unidade.
Na pesquisa de satisfação aplicada no primeiro dia de funcionamento da nova modalidade, 100% dos usuários participantes classificaram o atendimento recebido como excelente ou bom - superando a meta contratualmente estabelecida de 85%. Ainda que a amostra inicial fosse reduzida, o índice já apontava uma evolução positiva em relação aos períodos anteriormente avaliados.
O impacto na fila de espera é o que mais chama atenção passados dois meses. "Quando eu cheguei aqui, no primeiro mês, a fila era muito grande - o tempo de espera chegava a quatro horas. Hoje, estamos com tempo de espera de 15 a 20 minutos", conta Victor Marchesine, médico que acompanha o projeto desde a fase-piloto.
Segundo ele, a iniciativa nasceu de uma orientação do Ministério da Saúde para resolver a alta rotatividade de pacientes com sintomas simples e facilmente resolvíveis dentro do ambiente de emergência. "Como a classificação de risco é feita de acordo com a gravidade, muitos pacientes com gravidade menor acabavam tendo um tempo de espera muito maior. O Fast Track permite a inclusão desses pacientes no atendimento médico, para que sejam acolhidos com anamnese, investigação clínica e diagnóstico", explica.
O atendimento funciona às segundas, terças e quartas-feiras, das 7h às 19h - dias identificados como de maior fluxo de pacientes na unidade.
A unidade mantém, em paralelo, ações permanentes de educação em saúde nas salas de espera, com orientação sobre o protocolo de classificação de risco e os critérios de priorização clínica - reforçando a compreensão da população sobre como funciona o fluxo de urgência e emergência.
O acompanhamento contínuo do índice de satisfação, associado à análise do perfil de demanda, orienta as decisões de gestão da unidade e sustenta a melhoria contínua da assistência prestada - em consonância com os princípios do SUS e as diretrizes do Contrato de Gestão.


