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Energia solar viabiliza internet em escolas isoladas do Norte e Nordeste

​Instalação em Escola na Amazônia. Foto: Acervo Aprender Conectado.
​Instalação em Escola na Amazônia. Foto: Acervo Aprender Conectado.

O avanço da inclusão digital na educação brasileira segue em ritmo acelerado, com a energia limpa se consolidando como um recurso estratégico para levar conectividade a escolas localizadas em áreas de difícil acesso. Executado pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), o programa Aprender Conectado já beneficiou 1.503 escolas com a instalação de geradores solares, assegurando o funcionamento da internet em locais onde a rede elétrica convencional ainda é inexistente ou instável.


Entre as cinco regiões do país, duas se destacam na ampliação da conectividade por meio da energia solar. A região Norte lidera, com 1.448 escolas atendidas por infraestrutura tecnológica baseada em placas fotovoltaicas. Em seguida aparece o Nordeste, com 46 unidades escolares operando com energia sustentável. A iniciativa tem sido bastante eficaz para criar um ecossistema de conectividade, o que tem contribuído para a redução das desigualdades regionais e preservação ambiental.


Segundo Flávio Santos, diretor-geral da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), o Aprender Conectado tem superado cada vez mais as barreiras geográficas e o uso da energia solar tem sido a solução para o principal gargalo da conectividade: a falta de eletricidade estável. “Os geradores solares instalados têm mostrado o caminho para universalizar o acesso. Em nosso último acompanhamento, foram adicionados 47 novos geradores solares ao sistema, demonstrando a aceleração do projeto em direção às metas de 2026. Nosso projeto não apenas entrega internet, mas promove uma transformação estrutural ao levar energia limpa e renovável para as comunidades escolares mais isoladas do Brasil”, pontua.


Somadas a outras soluções complexas de engenharia e logística, essas ações impulsionam os resultados do Aprender Conectado. O programa iniciou o ano com mais de 16 mil escolas equipadas com internet, alcançando 1,482 milhão de estudantes, distribuídos em 1.763 municípios brasileiros. A atuação é especialmente significativa em áreas de maior vulnerabilidade social, contemplando 11.870 escolas rurais, além de 764 escolas indígenas e 928 escolas localizadas em territórios quilombolas, reforçando o compromisso com uma educação mais conectada, inclusiva e equitativa.


Estratégia Nacional - Implementado em 2022, o Projeto Aprender Conectado tem por objetivo levar a internet de alta velocidade para cerca de 40 mil instituições públicas de ensino, especialmente as localizadas em áreas remotas do país, até o final de 2026, beneficiando 7 milhões de estudantes do ensino básico. A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), política pública coordenada pelo Ministério das Comunicações e pelo Ministério da Educação para garantir internet de alta velocidade em 138 mil escolas até o fim de 2026. 

 
 
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