Empresas devem adotar medidas obrigatórias de saúde mental após recorde de afastamentos
- edufribeiro07
- 9 de set.
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O Brasil registrou em 2024 o maior número de afastamentos por transtornos mentais dos últimos dez anos. Foram 472 mil licenças médicas, uma alta de 67 % em relação ao ano anterior. Esse fenômeno gerou pressão para mudanças significativas na política de saúde ocupacional.
Com isso, a nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece que empresas passam a ter a obrigatoriedade de identificar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso inclui prevenção de assédio, sobrecarga e estresse, com responsabilidade formal das empresas na gestão da saúde mental.
A implantação exige que as companhias contem com assessoria especializada em medicina e segurança do trabalho. Programas de prevenção, inclusão produtiva e apoio emocional deverão ser incorporados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Especialistas dizem que essa mudança representa um passo essencial para tratar a saúde mental como prioridade institucional, e não mais como tema periférico. A iniciativa reforça a importância de ambientes de trabalho saudáveis para o bem-estar dos profissionais e o desempenho das empresas.
Para os trabalhadores, a mudança significa maior amparo psicológico e identificação precoce de situações que possam gerar adoecimento. Para as organizações, investimentos em prevenção e acolhimento podem reduzir faltas e aumento de produtividade.




