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Economistas apontam que fatores fiscais e políticos travam queda dos juros no Brasil


Especialistas econômicos consultados identificam que a incerteza fiscal e política no Brasil está impedindo uma redução mais agressiva da taxa de juros mesmo com sinais favoráveis no cenário inflacionário.



Segundo análises, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de juros reais do mundo atrás apenas da Turquia com taxa estimada em 9,51% ao ano, quando descontada a inflação.


Esse patamar elevado de juros reais torna o custo do crédito muito caro, desestimulando investimentos e consumo. Em contraste, outras economias latino-americanas apresentam juros reais bem mais baixos, o que confere vantagem concorrencial a elas.


Para Aldo Mendes (ex-diretor de Política Monetária do BC), o Brasil vive um “caldo de incertezas” que sustenta o nível elevado de juros: histórico de crises, instabilidade política e risco regulatório elevam o prêmio exigido pelos investidores.


Mesmo com inflação mais controlada ou achatamento de preços, o BC encontra dificuldade de sinalizar cortes decisivos enquanto o cenário fiscal e político não se estabilizar.


Se o país quiser avançar rumo a juros mais baixos, será necessário retomar credibilidade macroeconômica, avanço nas reformas e governança que inspire confiança nos mercados.



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