Dietas radicais elevam riscos cardiovasculares e provocam “vazamento” de colesterol, alertam especialistas
- edufribeiro07
- 18 de dez. de 2025
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Especialistas em saúde alertam para os riscos associados à adoção de dietas radicais, especialmente aquelas que eliminam grupos alimentares inteiros sem acompanhamento médico. O debate ganhou força após o caso de um homem que desenvolveu depósitos visíveis de gordura na pele, conhecidos como xantomas, após seguir uma dieta carnívora extrema por período prolongado. A condição está associada a níveis muito elevados de colesterol no sangue, que podem levar ao acúmulo de lipídios em tecidos e vasos, ampliando o risco de complicações graves.
Os xantomas surgem quando há excesso de colesterol circulante, especialmente o LDL, que acaba se depositando sob a pele e em tendões. Embora sejam sinais visíveis, especialistas destacam que o problema mais preocupante ocorre internamente, com o acúmulo de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto, acidente vascular cerebral e outras doenças cardiovasculares. Dietas extremamente ricas em gorduras saturadas e pobres em fibras podem acelerar esse processo, principalmente em pessoas com predisposição genética ou histórico familiar de dislipidemias.
No caso de dietas carnívoras ou extremamente restritivas, a ausência de alimentos de origem vegetal reduz drasticamente a ingestão de fibras, vitaminas e compostos antioxidantes essenciais para o equilíbrio metabólico. Nutricionistas explicam que as fibras desempenham papel fundamental no controle do colesterol, ajudando a reduzir sua absorção no intestino. Sem esse mecanismo, o organismo pode entrar em desequilíbrio, favorecendo o chamado “vazamento” de colesterol para tecidos periféricos e para o sistema cardiovascular.
Além dos impactos cardiovasculares, dietas extremas podem gerar alterações metabólicas significativas, como resistência à insulina, sobrecarga renal e inflamação sistêmica. Médicos ressaltam que regimes alimentares muito restritivos costumam apresentar efeitos adversos silenciosos no curto prazo, que só se tornam evidentes quando o dano já está avançado. A promessa de resultados rápidos, como perda acelerada de peso, pode mascarar riscos que se acumulam ao longo do tempo.
Especialistas em saúde pública destacam que a popularização dessas dietas nas redes sociais contribui para a adoção de práticas sem base científica sólida. Influenciadores frequentemente promovem regimes extremos como soluções universais, ignorando diferenças individuais, condições pré-existentes e a necessidade de acompanhamento profissional. Para os médicos, não existe dieta única que funcione de forma segura para todas as pessoas, e qualquer mudança alimentar significativa deve ser orientada por profissionais qualificados.
Diante desses alertas, nutricionistas e cardiologistas reforçam que uma alimentação equilibrada, variada e personalizada continua sendo a estratégia mais segura para a saúde a longo prazo. O acompanhamento médico permite monitorar níveis de colesterol, glicemia e outros indicadores metabólicos, prevenindo complicações antes que se tornem irreversíveis. O caso dos xantomas serve como exemplo dos riscos de dietas radicais e destaca a importância de escolhas alimentares baseadas em evidências científicas e cuidado contínuo com a saúde.





