Dia dos Namorados acende alerta para disfunção sexual que afeta 45% das mulheres
- 9 de jun.
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Além de celebrar a intimidade, o Dia dos Namorados é um momento oportuno para jogar luz sobre um assunto delicado: a Disfunção Sexual Feminina (DSF). Caracterizada por dificuldades em qualquer etapa da resposta sexual, a condição costuma se manifestar por meio da dor gênito-pélvica. Vale lembrar que o sexo não deve doer; esse tipo de desconforto compromete tanto o bem-estar emocional quanto a qualidade de vida, e merece atenção.
Segundo a fisioterapeuta pélvica baiana Patrícia Lordêlo, cerca de 45% das mulheres sofrem com alguma disfunção sexual ao longo da vida. A especialista explica que isso envolve desde a falta de desejo e dificuldade de excitação ou orgasmo até dores na relação. Apesar de ser um cenário comum, a pesquisadora do Instituto Patrícia Lordêlo lamenta que o tabu faça muitas mulheres sofrerem em silêncio. Essa dor no ato sexual, chamada tecnicamente de dispareunia, tem origens diversas: disfunções do assoalho pélvico, oscilações hormonais, infecções, endometriose, cicatrizes e questões psicológicas. "O incômodo persistente abala a autoestima, a qualidade de vida e a sexualidade da mulher, que muitas vezes passa a evitar o sexo por medo da dor", destaca Patrícia.
Esse impacto frequentemente transborda para o relacionamento, gerando crises e frustrações pela falta de diálogo e de informação. A fisioterapeuta alerta que a dor nunca deve ser normalizada, funcionando como um sinal de alerta de que o corpo precisa de investigação e tratamento especializado.
A boa notícia, segundo Patrícia Lordêlo, é que a Disfunção Sexual Feminina tem tratamento na maioria dos casos. “A abordagem pode envolver acompanhamento ginecológico, fisioterapia pélvica, terapia sexual, suporte psicológico e outras estratégias individualizadas, conforme a causa identificada. Então, a mensagem é clara: falar sobre saúde sexual feminina é fundamental para promover bem-estar, fortalecer vínculos afetivos e garantir que o prazer e a qualidade de vida façam parte da rotina das mulheres”, conclui.


