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Desmatamento no Cerrado baiano atinge o menor patamar desde 2017

há 3 horas
2 min de leitura
Foto: Matheus Lemos.
Foto: Matheus Lemos.

A Bahia alcançou seu menor patamar histórico de desmatamento no Cerrado desde 2017/2018. Dados do Deter/Inpe indicam que, entre agosto de 2025 e julho de 2026, a área com alertas caiu 27%, passando de 732,63 km² no ciclo anterior para 534,94 km² — uma redução de 197,69 km² anunciada neste Dia Nacional do Cerrado (11). Os alertas via satélite servem como guia para priorizar análises e fiscalizações locais, não equivalendo a autuações imediatas.


O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) utiliza o monitoramento por satélite para otimizar suas ações de fiscalização na Bahia. Ao cruzar os alertas de desmatamento com imagens de alta resolução e dados de imóveis rurais, o órgão direciona suas equipes de campo com precisão. O uso dessa tecnologia viabilizou operações importantes no Cerrado baiano, como a Operação Mata do Guará (2024), que vistoriou mais de 3 mil hectares em sete municípios, e uma nova etapa integrada à Operação Águas do Oeste (março de 2025), que fiscalizou área similar distribuída por cinco municípios da região.


O Inema também utiliza ferramentas como MapBiomas Alerta, RedeMAIS e Harpia. Desde 2024, o Sistema Integrado de Fiscalização da Vegetação Nativa (SIFVN) reúne diferentes fontes de informação para apoiar o planejamento das ações.


Na região Oeste da Bahia, o Cerrado ocupa um terço do território e atua como berço das águas, sendo responsável pelo abastecimento do Aquífero Urucuia e de bacias como as dos rios São Francisco, Grande e Corrente. Proteger esse bioma é vital para garantir o futuro dos recursos hídricos. Isso exige ações práticas como a recuperação do solo degradado, a preservação de matas ciliares e o cumprimento das Áreas de Preservação Permanente (APPs).


O bioma também abriga uma rica diversidade de espécies, como lobo-guará, tatu-canastra e seriema, além de plantas e frutos como pequi, baru e buriti. As Unidades de Conservação (UCs) são outra importante ferramenta de proteção desses ambientes. Entre elas está a Estação Ecológica de Rio Preto, entre Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia. Criada em 2005, a unidade possui aproximadamente 4,5 mil hectares e protege uma área de transição com características do Cerrado, da Caatinga e da Floresta Estacional.


 
 
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