top of page

Câmara aprova regras para uso de obras e imagens por sistemas de inteligência artificial


A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana novas regras que regulamentam o uso de imagens, obras autorais e conteúdos protegidos por direitos autorais por sistemas de inteligência artificial no Brasil. A medida representa um avanço significativo na tentativa de equilibrar inovação tecnológica e proteção aos criadores, diante da rápida expansão de ferramentas de IA generativa capazes de produzir textos, imagens, músicas e vídeos a partir de bases de dados massivas. O projeto segue agora para as próximas etapas do processo legislativo.

O texto aprovado estabelece diretrizes para o uso de conteúdos protegidos no treinamento e na operação de sistemas de inteligência artificial, reforçando a necessidade de respeito aos direitos autorais. Entre os principais pontos estão a exigência de transparência sobre o uso de obras protegidas, mecanismos de compensação aos titulares de direitos e a possibilidade de responsabilização em casos de uso indevido ou não autorizado. Parlamentares destacaram que a proposta busca garantir segurança jurídica tanto para criadores quanto para empresas de tecnologia.

A discussão ganhou força nos últimos meses após artistas, escritores, músicos e produtores culturais denunciarem o uso de suas obras por sistemas de IA sem autorização ou remuneração. Segundo defensores da proposta, a ausência de regras claras colocava criadores em situação de vulnerabilidade, enquanto grandes plataformas se beneficiavam economicamente do uso de conteúdos protegidos. A nova regulamentação tenta corrigir esse desequilíbrio, reconhecendo o valor do trabalho criativo humano no ecossistema digital.

O projeto também aborda o uso de imagens de pessoas reais geradas ou manipuladas por inteligência artificial, estabelecendo limites para evitar violações de direitos de imagem, fraudes e disseminação de conteúdos enganosos. A medida é vista como resposta direta ao aumento de deepfakes e de conteúdos sintéticos que podem causar danos reputacionais, financeiros e sociais. Especialistas afirmam que o Brasil passa a se alinhar a debates globais sobre ética e responsabilidade no uso da IA.

Durante a votação, parlamentares ressaltaram que a proposta não busca impedir o avanço da tecnologia, mas criar um ambiente regulatório que favoreça a inovação responsável. O entendimento é que regras claras podem estimular o desenvolvimento de soluções nacionais em inteligência artificial, ao mesmo tempo em que protegem criadores e consumidores. O texto também prevê revisões periódicas, considerando a rápida evolução tecnológica.

Com a aprovação na Câmara, o projeto reforça o protagonismo do Brasil no debate internacional sobre regulação de inteligência artificial. A expectativa é que a nova legislação contribua para reduzir conflitos entre plataformas tecnológicas e criadores, além de estabelecer parâmetros mais justos para o uso de obras autorais no ambiente digital. O tema deve continuar em discussão à medida que a IA generativa se torna cada vez mais presente na economia e na cultura.




bottom of page